UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2023
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae. A predileção e nervos periféricos lhe confere características peculiares, tornando seu diagnóstico simples. Em relação ao diagnóstico de hanseníase, é correto afirmar:
Hanseníase → perda de sensibilidade térmica é a primeira a ser afetada nas lesões.
A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, tem predileção por nervos periféricos, levando à perda de sensibilidade. A sensibilidade térmica é classicamente a primeira a ser perdida nas lesões hansênicas, seguida pela tátil e, por último, pela dolorosa, devido ao acometimento das fibras nervosas mais finas.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, mas também pode acometer mucosas, olhos e testículos. Seu diagnóstico precoce é fundamental para evitar incapacidades e deformidades, que são as principais complicações da doença. O diagnóstico da hanseníase é essencialmente clínico-epidemiológico. Baseia-se na identificação de um ou mais dos seguintes critérios: lesões de pele com alteração de sensibilidade (térmica, tátil e/ou dolorosa), espessamento de nervo periférico com alteração de sensibilidade e/ou força, e baciloscopia positiva para bacilos álcool-ácido resistentes (BAAR) em esfregaços de linfa. A sensibilidade térmica é classicamente a primeira a ser perdida nas lesões hansênicas devido à predileção do bacilo por nervos periféricos e à forma como afeta as fibras nervosas. A baciloscopia de pele não é obrigatória para o diagnóstico, sendo mais útil para a classificação operacional da doença (paucibacilar ou multibacilar) e para monitoramento. A eletroneuromiografia pode ser útil para confirmar o comprometimento neural, mas não é um critério diagnóstico primário. O tratamento é feito com politerapia, e a identificação precoce das alterações de sensibilidade é crucial para iniciar a terapia e prevenir danos irreversíveis.
O diagnóstico de hanseníase é clínico-epidemiológico, baseado na presença de um ou mais dos seguintes: lesão(ões) de pele com alteração de sensibilidade, espessamento de nervo periférico com alteração de sensibilidade e/ou força, e baciloscopia positiva para bacilos álcool-ácido resistentes.
A sensibilidade térmica é a primeira a ser perdida, seguida pela tátil e, por último, pela dolorosa. Isso ocorre devido à predileção do Mycobacterium leprae por nervos periféricos, afetando as fibras mais finas primeiro.
Não, a baciloscopia de pele não é sempre necessária para o diagnóstico. Ela é utilizada para classificar a forma clínica (paucibacilar ou multibacilar) e é positiva apenas nas formas multibacilares. O diagnóstico pode ser feito clinicamente com base nos outros critérios.
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