Hanseníase: Diagnóstico e Perda de Sensibilidade

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2023

Enunciado

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae. A predileção e nervos periféricos lhe confere características peculiares, tornando seu diagnóstico simples. Em relação ao diagnóstico de hanseníase, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) É sempre necessária a baciloscopia de pele para confirmação do diagnóstico.
  2. B) A sensibilidade térmica é a primeira a ser perdida nas lesões hansênicas.
  3. C) Toda lesão com perda de sensibilidade deve ser biopsiada.
  4. D) Em todo paciente com alteração de nervos, deve ser feita eletroneuromiografia.
  5. E) A sensibilidade dolorosa é a primeira a ser perdida nas lesões hansênicas.

Pérola Clínica

Hanseníase → perda de sensibilidade térmica é a primeira a ser afetada nas lesões.

Resumo-Chave

A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, tem predileção por nervos periféricos, levando à perda de sensibilidade. A sensibilidade térmica é classicamente a primeira a ser perdida nas lesões hansênicas, seguida pela tátil e, por último, pela dolorosa, devido ao acometimento das fibras nervosas mais finas.

Contexto Educacional

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, mas também pode acometer mucosas, olhos e testículos. Seu diagnóstico precoce é fundamental para evitar incapacidades e deformidades, que são as principais complicações da doença. O diagnóstico da hanseníase é essencialmente clínico-epidemiológico. Baseia-se na identificação de um ou mais dos seguintes critérios: lesões de pele com alteração de sensibilidade (térmica, tátil e/ou dolorosa), espessamento de nervo periférico com alteração de sensibilidade e/ou força, e baciloscopia positiva para bacilos álcool-ácido resistentes (BAAR) em esfregaços de linfa. A sensibilidade térmica é classicamente a primeira a ser perdida nas lesões hansênicas devido à predileção do bacilo por nervos periféricos e à forma como afeta as fibras nervosas. A baciloscopia de pele não é obrigatória para o diagnóstico, sendo mais útil para a classificação operacional da doença (paucibacilar ou multibacilar) e para monitoramento. A eletroneuromiografia pode ser útil para confirmar o comprometimento neural, mas não é um critério diagnóstico primário. O tratamento é feito com politerapia, e a identificação precoce das alterações de sensibilidade é crucial para iniciar a terapia e prevenir danos irreversíveis.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios para o diagnóstico de hanseníase?

O diagnóstico de hanseníase é clínico-epidemiológico, baseado na presença de um ou mais dos seguintes: lesão(ões) de pele com alteração de sensibilidade, espessamento de nervo periférico com alteração de sensibilidade e/ou força, e baciloscopia positiva para bacilos álcool-ácido resistentes.

Qual a sequência da perda de sensibilidade nas lesões hansênicas?

A sensibilidade térmica é a primeira a ser perdida, seguida pela tátil e, por último, pela dolorosa. Isso ocorre devido à predileção do Mycobacterium leprae por nervos periféricos, afetando as fibras mais finas primeiro.

A baciloscopia de pele é sempre necessária para confirmar o diagnóstico de hanseníase?

Não, a baciloscopia de pele não é sempre necessária para o diagnóstico. Ela é utilizada para classificar a forma clínica (paucibacilar ou multibacilar) e é positiva apenas nas formas multibacilares. O diagnóstico pode ser feito clinicamente com base nos outros critérios.

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