PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025
Paciente masculino, 50 anos, procedente de Recife (PE), com “alergia” no corpo há uns oito meses. Nega comorbidades ou tratamentos prévios e refere áreas “dormentes” na pele. Frente ao diagnóstico mais provável, assinale a alternativa CORRETA: Fonte: PCDT do MS de 2022.
Hanseníase: áreas dormentes na pele + lesões cutâneas ou não. Diagnóstico pode ser apenas neurológico.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. O diagnóstico pode ser desafiador, pois nem sempre há lesões cutâneas visíveis, sendo a alteração neurológica (dormência, perda de sensibilidade) um achado crucial.
A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, é uma doença infecciosa crônica que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, vias aéreas superiores, olhos e testículos. No Brasil, ainda é um problema de saúde pública, sendo crucial para residentes o conhecimento sobre suas manifestações e diagnóstico precoce para evitar incapacidades. O diagnóstico da hanseníase é clínico-epidemiológico, baseado na presença de um ou mais dos seguintes critérios: lesões de pele com alteração de sensibilidade, espessamento de nervos periféricos com alteração de sensibilidade e/ou força, e baciloscopia positiva. É fundamental saber que a doença pode se manifestar sem lesões cutâneas visíveis, sendo a queixa de 'dormência' ou perda de sensibilidade um forte indicativo para investigação. O tratamento é feito com poliquimioterapia (PQT), variando o esquema e duração conforme a classificação paucibacilar ou multibacilar. O prognóstico é bom com tratamento adequado, mas a detecção tardia pode levar a sequelas neurológicas irreversíveis. A vigilância dos contatos e o manejo das reações hansênicas são componentes essenciais do cuidado.
Os principais sinais incluem lesões de pele com alteração de sensibilidade (dormência, anestesia), espessamento de nervos periféricos e, em casos avançados, deformidades. A baciloscopia positiva também é um critério.
Sim, o diagnóstico de hanseníase pode ser feito com base apenas em alterações neurológicas, como perda de sensibilidade em áreas da pele ou espessamento de nervos, mesmo sem lesões cutâneas evidentes.
A avaliação neurológica é crucial para identificar a perda de sensibilidade e o espessamento de nervos, que são critérios diagnósticos fundamentais da hanseníase, especialmente em formas paucibacilares ou quando as lesões cutâneas são atípicas ou ausentes.
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