Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2021
A respeito do diagnóstico da hanseníase, assinale a alternativa correta.
Hanseníase: paucibacilar = baciloscopia negativa; multibacilar = baciloscopia positiva ou negativa.
O diagnóstico da hanseníase é primariamente clínico, baseado no exame dermatoneurológico. A baciloscopia é um exame complementar crucial para a classificação em paucibacilar (PB) ou multibacilar (MB), sendo sempre negativa em PB e podendo ser positiva ou negativa em MB.
A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, é uma doença infecciosa crônica que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, trato respiratório superior, olhos e testículos. Apesar dos avanços no tratamento, ainda representa um desafio de saúde pública em muitas regiões. O diagnóstico precoce é crucial para interromper a cadeia de transmissão e prevenir incapacidades físicas permanentes, que são as principais complicações da doença. O diagnóstico da hanseníase é predominantemente clínico, baseado na identificação de um ou mais dos seguintes sinais cardinais: lesões de pele com alteração de sensibilidade (anestesia ou hipoestesia), espessamento e/ou dor em nervos periféricos, e baciloscopia positiva. A classificação da doença em paucibacilar (PB) ou multibacilar (MB) é fundamental para definir o esquema terapêutico e o tempo de tratamento. Pacientes paucibacilares (formas indeterminada e tuberculoide) geralmente apresentam baciloscopia negativa, enquanto pacientes multibacilares (formas dimorfa e virchowiana) podem ter baciloscopia positiva ou negativa, mas com maior carga bacilar. A baciloscopia, realizada a partir de esfregaços de linfa de lóbulos de orelha e cotovelos, é um exame complementar importante para a classificação e monitoramento. A biópsia de pele pode ser útil em casos duvidosos. O exame dermatoneurológico detalhado, que avalia a sensibilidade cutânea e a integridade dos nervos periféricos, é a pedra angular do diagnóstico. A prova de histamina, que avalia a resposta vasorreflexa, pode ser alterada em lesões hansênicas, mas não é um critério diagnóstico isolado. Compreender a correlação entre a clínica, a baciloscopia e a classificação é essencial para o manejo adequado da hanseníase.
O diagnóstico da hanseníase é essencialmente clínico, baseado na presença de lesões cutâneas com alteração de sensibilidade, espessamento de nervos periféricos e, em alguns casos, confirmado pela baciloscopia ou biópsia.
A baciloscopia é crucial para classificar a hanseníase em paucibacilar (PB), onde é sempre negativa, ou multibacilar (MB), onde pode ser positiva ou negativa. Essa classificação guia o esquema terapêutico.
O exame dermatoneurológico é fundamental para identificar lesões cutâneas hipoestésicas ou anestésicas e espessamento de nervos periféricos, sendo a base para a suspeita e o diagnóstico clínico da doença.
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