Critérios Ultrassonográficos de Inviabilidade Gestacional

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2022

Enunciado

Uma paciente de 38 anos de idade, tercigesta com duas cesáreas anteriores, com seis semanas de gestação, procurou o pronto-socorro com queixa de sangramento vaginal em pequena quantidade, de início há um dia, com cólicas leves. Ainda não iniciou o pré-natal. A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.A ultrassonografía transvaginal faz o diagnóstico diferencial do quadro clínico: se o saco gestacional estiver com diâmetro médio maior que 20-25 mm, deverá ser visualizado embrião maior de 7-10 mm e detectada atividade cardíaca.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Saco gestacional ≥ 25mm sem embrião ou CCN ≥ 7mm sem BCF = Gestação não evolutiva.

Resumo-Chave

O diagnóstico de gestação inviável por USG exige critérios rigorosos para evitar intervenções em gestações precoces viáveis; os limites atuais da SRU são MSD ≥ 25mm e CRL ≥ 7mm.

Contexto Educacional

O diagnóstico de abortamento ou gestação não evolutiva no primeiro trimestre é um desafio clínico que exige precisão para evitar a interrupção acidental de uma gravidez desejada. Com o avanço da resolução dos aparelhos de ultrassonografia, os critérios tornaram-se mais conservadores. A utilização de pontos de corte mais altos (25mm para o saco gestacional e 7mm para o embrião) visa garantir uma especificidade de 100%. Clinicamente, pacientes com sangramento vaginal leve e colo uterino fechado (ameaça de abortamento) devem ser avaliadas com USG transvaginal e, se necessário, dosagem seriada de Beta-hCG. A correlação entre os achados de imagem e os níveis hormonais é fundamental, especialmente na diferenciação entre gestação inicial, abortamento completo e gestação ectópica.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios definitivos de inviabilidade gestacional?

Segundo a Society of Radiologists in Ultrasound (SRU), os critérios definitivos incluem: Comprimento Cabeça-Nádega (CCN) ≥ 7 mm sem atividade cardíaca e Diâmetro Médio do Saco Gestacional (DMSG) ≥ 25 mm sem embrião. Outros sinais incluem a ausência de embrião com batimentos cardíacos ≥ 2 semanas após um USG que mostrou saco gestacional sem vesícula vitelina.

O que fazer se o DMSG estiver entre 16 e 24 mm sem embrião?

Nesses casos, o diagnóstico de inviabilidade não é definitivo. A conduta recomendada é a repetição da ultrassonografia transvaginal em 7 a 10 dias para avaliar a evolução da gestação. Intervenções precoces devem ser evitadas para não interromper uma gestação potencialmente viável mas datada incorretamente.

Qual a importância da vesícula vitelina no diagnóstico?

A vesícula vitelina é a primeira estrutura visível dentro do saco gestacional. Se um USG inicial mostra saco gestacional com vesícula vitelina, a ausência de embrião com batimentos cardíacos após 11 dias ou mais é diagnóstica de falha gestacional.

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