Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2020
São compatíveis com o diagnóstico funcional da asma:
Asma funcional: ↓ Pico de Fluxo Expiratório e ↑ VEF1 após broncodilatador (reversibilidade).
O diagnóstico funcional da asma baseia-se na demonstração de obstrução variável e reversível das vias aéreas. A redução do pico de fluxo expiratório (PFE) ou do VEF1 (Volume Expiratório Forçado no 1º segundo) e a melhora significativa desses parâmetros após a administração de um broncodilatador são critérios essenciais para confirmar a reversibilidade da obstrução, característica da asma.
O diagnóstico funcional da asma é um pilar fundamental na prática clínica, permitindo a identificação precisa da doença e a diferenciação de outras condições respiratórias. A asma é caracterizada por uma inflamação crônica das vias aéreas que leva à hiperresponsividade brônquica e obstrução variável e reversível do fluxo aéreo. A espirometria, com o teste de broncodilatador, é a ferramenta diagnóstica padrão-ouro para demonstrar essa reversibilidade. Os critérios para o diagnóstico funcional da asma incluem a demonstração de obstrução das vias aéreas, geralmente evidenciada por uma relação VEF1/CVF reduzida, e a reversibilidade dessa obstrução. A reversibilidade é confirmada por um aumento significativo do VEF1 (≥ 12% e 200 mL) ou do Pico de Fluxo Expiratório (PFE) (≥ 20%) após a administração de um broncodilatador de curta ação. A redução do PFE basal e sua melhora pós-broncodilatador são achados compatíveis com a asma. Além da espirometria, a variabilidade do PFE ao longo do dia ou da semana, medida com um medidor de pico de fluxo, também pode ser utilizada para o diagnóstico e, principalmente, para o monitoramento da asma. O tratamento visa controlar os sintomas, prevenir exacerbações e manter a função pulmonar, utilizando broncodilatadores e corticosteroides inalatórios. A compreensão desses parâmetros é crucial para o manejo adequado dos pacientes asmáticos.
Os principais parâmetros são o Volume Expiratório Forçado no 1º segundo (VEF1), a Capacidade Vital Forçada (CVF) e a relação VEF1/CVF. Na asma, espera-se uma redução do VEF1 e da relação VEF1/CVF, indicando obstrução, que deve ser reversível.
Um teste broncodilatador é considerado positivo quando há um aumento do VEF1 de pelo menos 12% e 200 mL em relação ao valor pré-broncodilatador, ou um aumento do PFE de 20% ou mais, após a inalação de um broncodilatador de curta ação.
O PFE é um indicador da gravidade da obstrução das vias aéreas e sua variabilidade diária pode auxiliar no diagnóstico e, principalmente, no monitoramento da asma. Uma redução do PFE e sua melhora após broncodilatador são compatíveis com o diagnóstico funcional.
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