UDI 24h - Hospital UDI Teresina (PI) — Prova 2021
Mulher de 48 anos comparece à Unidade Básica de Saúde solicitando laudo médico para afastamento de atividades laborativas, pois não consegue trabalhar devido a quadro de fadiga crônica, astenia, boca seca, tonturas, rigidez articular matinal, dor articular generalizada há mais de 4 meses e cefaleia. Ao exame, constata-se dor à palpação em proeminências ósseas e em porções mediais de segmentos musculares. A hipótese diagnóstica mais provável é:
Fibromialgia = Dor crônica difusa (>3 meses) + fadiga + múltiplos pontos dolorosos à palpação.
A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica generalizada, caracterizada por dor musculoesquelética difusa, fadiga, distúrbios do sono e múltiplos pontos dolorosos à palpação, sem evidência de inflamação ou dano tecidual.
A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica generalizada que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, predominantemente mulheres de meia-idade. Caracteriza-se por dor musculoesquelética difusa, fadiga persistente, distúrbios do sono e múltiplos pontos dolorosos à palpação, impactando significativamente a qualidade de vida. A fisiopatologia da fibromialgia envolve uma desregulação do processamento da dor no sistema nervoso central, levando a uma hipersensibilidade. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios do Colégio Americano de Reumatologia (ACR), que incluem dor generalizada por mais de três meses e a presença de sintomas associados. É crucial excluir outras condições que possam mimetizar a fibromialgia através de exames complementares. O tratamento da fibromialgia é multidisciplinar, combinando farmacoterapia (antidepressivos, analgésicos, relaxantes musculares) com terapias não farmacológicas, como exercícios físicos aeróbicos, terapia cognitivo-comportamental, acupuntura e educação do paciente. O prognóstico varia, mas o manejo adequado pode melhorar significativamente os sintomas e a funcionalidade.
Os critérios atuais incluem dor generalizada por pelo menos 3 meses, em múltiplos locais do corpo, e a presença de outros sintomas como fadiga, distúrbios do sono e problemas cognitivos, sem outra condição que explique os sintomas.
A fibromialgia se diferencia pela ausência de inflamação sistêmica (exames laboratoriais normais), ausência de dano articular e a presença de pontos dolorosos específicos à palpação, que não são típicos de doenças inflamatórias como LES ou artrite reumatoide.
Além da dor e fadiga, pacientes com fibromialgia frequentemente relatam distúrbios do sono, rigidez matinal, cefaleia, síndrome do intestino irritável, disfunção temporomandibular, ansiedade e depressão.
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