SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025
Um homem de 65 anos, hipertenso e com histórico de insuficiência cardíaca, apresenta palpitações, tontura e cansaço nas últimas duas semanas. Ele nega dor torácica ou síncope. No exame físico, a frequência cardíaca é irregular, com PA: 110 x 60mmHg. O médico solicita um eletrocardiograma (ECG), que revela os seguintes achados: Com base no contexto clínico e nos achados do eletrocardiograma, assinale a afirmativa correta:
FA = Ausência de onda P + QRS estreito + ritmo irregularmente irregular → avaliar anticoagulação.
A fibrilação atrial é caracterizada no ECG pela ausência de ondas P, atividade atrial caótica e ritmo ventricular irregularmente irregular com QRS estreitos. Pacientes com FA, especialmente idosos e com comorbidades como hipertensão e IC, têm alto risco de eventos tromboembólicos, necessitando de avaliação para anticoagulação.
A fibrilação atrial (FA) é a arritmia cardíaca sustentada mais comum, afetando milhões de pessoas globalmente, com prevalência crescente com a idade e a presença de comorbidades como hipertensão e insuficiência cardíaca. É uma condição clinicamente significativa devido ao seu potencial de causar complicações graves, como acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, insuficiência cardíaca e morte. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para a prática médica. O diagnóstico da FA é primariamente eletrocardiográfico, caracterizado pela ausência de ondas P discerníveis, substituição por ondas de fibrilação (f) de frequência e morfologia variáveis, e um ritmo ventricular irregularmente irregular com complexos QRS estreitos (na ausência de bloqueio de ramo ou pré-excitação). A fisiopatologia envolve múltiplos focos ectópicos atriais e reentrada, levando à desorganização da atividade elétrica atrial. A suspeita clínica surge com sintomas como palpitações, tontura, dispneia e fadiga, especialmente em pacientes com fatores de risco. O tratamento da FA visa o controle do ritmo ou da frequência cardíaca, e, crucialmente, a prevenção de eventos tromboembólicos. A decisão de iniciar a anticoagulação profilática é baseada na avaliação do risco de AVC, utilizando escores como o CHA2DS2-VASc. Pacientes com escores elevados se beneficiam da anticoagulação oral (antagonistas da vitamina K ou anticoagulantes orais diretos), a menos que haja contraindicações. O manejo da FA é complexo e individualizado, exigindo uma abordagem multidisciplinar para otimizar os resultados e a qualidade de vida do paciente.
No eletrocardiograma, a fibrilação atrial é caracterizada pela ausência de ondas P organizadas, presença de ondas f (fibrilatórias) de baixa amplitude e alta frequência, e um ritmo ventricular irregularmente irregular com complexos QRS geralmente estreitos.
A anticoagulação é fundamental para prevenir eventos tromboembólicos, principalmente o acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. A estase sanguínea nos átrios fibrilando favorece a formação de trombos, que podem embolizar para a circulação sistêmica.
Fatores de risco para tromboembolismo são avaliados pelo escore CHA2DS2-VASc, incluindo insuficiência cardíaca, hipertensão, idade ≥ 75 anos (2 pontos), diabetes mellitus, AVC/AIT/tromboembolismo prévio (2 pontos), doença vascular, idade 65-74 anos e sexo feminino.
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