Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2023
Paciente masculino de 77 anos em seguimento no ambulatório de Clínica Médica por dispneia progressiva há 7 anos associada a tosse seca. Atualmente apresenta dispneia para andar menos de 100 metros no plano. Dentre os antecedentes pessoais relevantes tem hiperplasia prostática benigna e é ex-tabagista 40 anos-maço. Exame clínico evidencia SpO2 94% e sibilos esparsos. Radiografia de tórax abaixo. Na última consulta foi solicitada uma prova de função pulmonar simples e iniciado broncodilatador de curta duração, sem melhora clínica evidente. Qual o diagnóstico espirométrico desse paciente?
DPOC: FEV1/CVF < 0.70 pós-broncodilatador. Gravidade obstrutiva = FEV1 % predito.
O diagnóstico espirométrico de DPOC é confirmado por uma relação FEV1/CVF pós-broncodilatador < 0.70. A gravidade da obstrução é então classificada pelo percentual do VEF1 previsto, sendo moderado quando o VEF1 está entre 50% e 80% do previsto.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo que se deve a anormalidades das vias aéreas e/ou alveolares, geralmente causadas por exposição significativa a partículas ou gases nocivos. É uma das principais causas de morbimortalidade global, com o tabagismo sendo o principal fator de risco epidemiológico. A suspeita clínica surge em pacientes com dispneia progressiva, tosse crônica e histórico de exposição a fatores de risco. O diagnóstico de DPOC é confirmado pela espirometria, que demonstra um distúrbio ventilatório obstrutivo não totalmente reversível. O critério-chave é uma relação FEV1/CVF pós-broncodilatador inferior a 0.70. A gravidade da obstrução é então classificada com base no VEF1 (% do previsto): leve (≥ 80%), moderado (50-79%), grave (30-49%) e muito grave (< 30%). Essa classificação é essencial para guiar o tratamento e o prognóstico. O manejo da DPOC envolve cessação do tabagismo, vacinação, reabilitação pulmonar e farmacoterapia com broncodilatadores de longa duração (LABA, LAMA) e, em casos selecionados, corticosteroides inalatórios. A escolha do tratamento é individualizada, considerando a gravidade da obstrução, a frequência de exacerbações e a intensidade dos sintomas.
O diagnóstico de DPOC é confirmado por uma relação FEV1/CVF pós-broncodilatador menor que 0.70. Este critério é fundamental para diferenciar a DPOC de outras doenças respiratórias.
A gravidade é classificada com base no VEF1 pós-broncodilatador: leve (VEF1 ≥ 80% do previsto), moderado (50% ≤ VEF1 < 80%), grave (30% ≤ VEF1 < 50%) e muito grave (VEF1 < 30%).
O tabagismo é o principal fator de risco para DPOC. Um histórico de tabagismo significativo, como 40 anos-maço, deve levantar forte suspeita da doença em pacientes com dispneia e tosse crônica.
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