Escarlatina em Crianças: Diagnóstico e Tratamento Ideal

PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2024

Enunciado

Pré-escolar, 7 anos, sexo feminino, com queixa de dor de garganta e febre de 38,9ºC há 3 dias, lesões na pele há 1 dia e dor abdominal difusa hoje. Nega tosse, coriza e alteração do hábito intestinal. Apresenta, ao exame físico, exantema cutâneo micropapular áspero generalizado, com palidez perioral e hiperemia em dobras cutâneas. Linfonodos palpáveis menores do que 1 cm em cadeia cervical e submandibulares bilateralmente. Orofaringe hiperemiada com petéquias em palato e língua em framboesa. Ausculta cardiopulmonar sem alteração. Abdome flácido sem visceromegalias, com descompressão brusca negativa. Entre as seguintes propostas terapêuticas, a mais adequada para este paciente é:

Alternativas

  1. A) dipirona e amoxicilina
  2. B) paracetamol, ibuprofeno e hidroxizine
  3. C) paracetamol e ibuprofeno
  4. D) azitromicina, hidroxizine e dipirona

Pérola Clínica

Escarlatina: exantema áspero, língua em framboesa, palidez perioral → tratar com Amoxicilina para prevenir febre reumática.

Resumo-Chave

O quadro clínico descrito, com exantema micropapular áspero, palidez perioral, hiperemia em dobras (linhas de Pastia), petéquias em palato e língua em framboesa, é clássico de escarlatina. Esta é causada por toxinas eritrogênicas do Streptococcus pyogenes, exigindo antibioticoterapia para prevenir complicações graves como a febre reumática e a glomerulonefrite pós-estreptocócica.

Contexto Educacional

A escarlatina é uma doença infecciosa aguda, comum na infância, causada por cepas de Streptococcus pyogenes produtoras de toxinas eritrogênicas. É uma forma de faringoamigdalite estreptocócica que se manifesta com um exantema característico. A doença é altamente contagiosa e sua incidência é maior em crianças em idade escolar, sendo importante o reconhecimento precoce para o manejo adequado e a prevenção de complicações. O diagnóstico da escarlatina é predominantemente clínico, baseado na tríade de faringite, febre e exantema típico. O exantema é micropapular, áspero ao toque, com palidez perioral e acentuação nas dobras cutâneas (linhas de Pastia). A língua pode apresentar-se com aspecto de framboesa. A confirmação laboratorial pode ser feita por cultura de orofaringe ou teste rápido para antígeno estreptocócico, embora o tratamento empírico seja frequentemente iniciado com base na forte suspeita clínica. O tratamento da escarlatina é feito com antibióticos, sendo a amoxicilina a droga de escolha, administrada por 10 dias. A penicilina benzatina é uma alternativa para garantir a adesão. O tratamento sintomático com analgésicos e antitérmicos é importante para o conforto do paciente. O principal objetivo da antibioticoterapia é prevenir a febre reumática aguda, uma complicação grave que pode levar a danos cardíacos permanentes. Residentes e estudantes devem estar aptos a identificar e tratar a escarlatina de forma eficaz.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da escarlatina?

Os sinais clássicos da escarlatina incluem febre, dor de garganta, exantema cutâneo micropapular áspero (pele de lixa), palidez perioral, hiperemia em dobras cutâneas (linhas de Pastia), petéquias no palato e a característica língua em framboesa.

Qual o tratamento de primeira linha para escarlatina?

O tratamento de primeira linha para escarlatina é a antibioticoterapia com amoxicilina por 10 dias. Em casos de alergia à penicilina, a azitromicina pode ser uma alternativa. O tratamento sintomático com analgésicos/antitérmicos como dipirona ou paracetamol também é indicado.

Por que é importante tratar a escarlatina com antibióticos?

É crucial tratar a escarlatina com antibióticos para erradicar a bactéria Streptococcus pyogenes e prevenir complicações graves não supurativas, como a febre reumática aguda e a glomerulonefrite pós-estreptocócica, que podem causar danos permanentes ao coração e rins.

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