FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2025
Com base no protocolo do Ministério da Saúde para a avaliação e conduta da epilepsia na atenção básica, o principal critério para o diagnóstico de epilepsia em crianças é:
Epilepsia = ≥2 crises não provocadas com >24h de intervalo OU 1 crise + alto risco de recorrência.
O diagnóstico de epilepsia requer a ocorrência de crises não provocadas, distinguindo-se de crises agudas sintomáticas ou febris. A recorrência ou alto risco após uma única crise é crucial para a definição, conforme diretrizes internacionais e nacionais.
A epilepsia é uma das doenças neurológicas crônicas mais comuns na infância, caracterizada pela predisposição duradoura a gerar crises epilépticas. Sua prevalência é significativa, e o diagnóstico precoce e preciso é fundamental para o manejo adequado e a melhoria da qualidade de vida da criança, evitando tratamentos desnecessários ou tardios. É crucial diferenciar crises epilépticas provocadas (como as febris ou por distúrbios metabólicos agudos) das crises não provocadas, que são a base para o diagnóstico de epilepsia. A fisiopatologia da epilepsia envolve uma disfunção na excitabilidade neuronal, resultando em descargas elétricas anormais no cérebro. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história detalhada das crises, mas pode ser complementado por exames como o eletroencefalograma (EEG) e neuroimagem (RM). A suspeita deve surgir diante de eventos paroxísticos recorrentes que não se encaixam em outras condições. O tratamento da epilepsia visa o controle das crises com fármacos antiepilépticos, buscando a monoterapia sempre que possível. O prognóstico varia conforme a síndrome epiléptica e a resposta ao tratamento. É importante considerar o impacto psicossocial da doença e oferecer suporte abrangente à criança e sua família, com acompanhamento regular na atenção básica e especializada.
O diagnóstico de epilepsia em crianças é estabelecido pela ocorrência de duas ou mais crises não provocadas com intervalo superior a 24 horas, ou uma crise não provocada com alto risco de recorrência.
A crise convulsiva febril é uma crise provocada por febre em crianças sem epilepsia prévia, enquanto a epilepsia envolve crises não provocadas e recorrentes devido a uma disfunção cerebral crônica.
Uma única crise convulsiva pode indicar epilepsia se houver um alto risco de recorrência, como evidenciado por alterações no EEG ou neuroimagem, ou se a crise for de um tipo específico associado a síndromes epilépticas.
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