UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2020
Qual destes NÃO faz parte dos exames ou procedimentos complementares na propedêutica da endometriose?
TC NÃO é padrão para endometriose; RM e USG transvaginal com preparo intestinal são as imagens chave.
A Tomografia Computadorizada (TC) de pelve e abdome não é um exame de escolha na propedêutica da endometriose devido à sua baixa sensibilidade para detectar as pequenas lesões e implantes característicos da doença. Métodos como a Ressonância Magnética (RM) e a Ultrassonografia Transvaginal com preparo intestinal oferecem melhor resolução e capacidade de mapeamento das lesões endometrióticas.
A endometriose é uma doença crônica e complexa, caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, que afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva. Seu diagnóstico pode ser desafiador devido à variabilidade dos sintomas e à necessidade de exames complementares específicos. A propedêutica da endometriose envolve uma combinação de história clínica detalhada, exame físico e exames de imagem. A escolha dos exames de imagem é crucial para o mapeamento das lesões e o planejamento terapêutico. A ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal é um método de primeira linha, especialmente quando realizada por um profissional experiente, pois permite identificar endometriomas ovarianos e lesões de endometriose profunda em locais como o septo retovaginal, bexiga e intestino. A ressonância magnética (RM) de pelve e abdome é outro exame de imagem de alta sensibilidade e especificidade, particularmente útil para avaliar a extensão da doença, especialmente em casos de endometriose profunda e para o planejamento cirúrgico. A dosagem do marcador CA 125 pode estar elevada em pacientes com endometriose, mas não é um exame diagnóstico definitivo devido à sua baixa especificidade. A videolaparoscopia, por sua vez, é considerada o padrão ouro para o diagnóstico definitivo da endometriose, pois permite a visualização direta das lesões e a coleta de biópsias para confirmação histopatológica, além de possibilitar o tratamento cirúrgico no mesmo tempo. Em contraste, a tomografia computadorizada (TC) de pelve e abdome não é um exame de escolha para a endometriose. Sua baixa sensibilidade para detectar implantes endometrióticos pequenos e a exposição à radiação a tornam inadequada para a propedêutica inicial ou de rotina da doença, sendo mais útil para avaliar complicações ou outras patologias abdominais.
A USG transvaginal com preparo intestinal é fundamental para o mapeamento da endometriose profunda, especialmente em locais como septo retovaginal, intestino e bexiga. O preparo intestinal melhora a visualização das lesões ao reduzir artefatos e distensão de alças.
A RM oferece excelente resolução de contraste para tecidos moles, permitindo a detecção e caracterização de implantes endometrióticos, cistos ovarianos (endometriomas) e endometriose profunda, inclusive em locais atípicos. É útil para o planejamento cirúrgico.
O CA 125 é um marcador tumoral que pode estar elevado em casos de endometriose, especialmente em estágios avançados ou com endometriomas grandes. No entanto, não é específico para endometriose e pode estar elevado em outras condições benignas ou malignas, sendo útil como marcador de atividade da doença ou para acompanhamento, mas não para diagnóstico isolado.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo