Endometriose: Diagnóstico e Investigação por Imagem

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2024

Enunciado

TET, 30 anos, história de vida sexual ativa, sem contracepção há 3 anos. Nuligesta. Apresenta ciclos regulares. Tem uma dismenorreia secundária progressiva. Ao exame físico, útero retrovertido, fixo e doloroso e uma nodularidade no fórnice posterior. Investigação masculina negativa. Qual a alternativa mais adequada ao caso?

Alternativas

  1. A) Hipótese de endometriose, indicação de US transvaginal, com preparo intestinal ou RM da pelve.
  2. B) Hipótese de miomatose uterina, indicação de US transvaginal.
  3. C) Hipótese de endometriose, indicação de FIV.
  4. D) Hipóteses de endometriose e miomatose, indicação de videolaparoscopia.

Pérola Clínica

Dismenorreia progressiva + útero fixo/doloroso + nodularidade fórnice → Endometriose. USG TV com preparo ou RM pelve.

Resumo-Chave

A dismenorreia secundária progressiva, associada a achados de exame físico como útero retrovertido, fixo e doloroso, e nodularidade no fórnice posterior, são altamente sugestivos de endometriose. A investigação inicial deve ser com exames de imagem específicos para mapear a extensão da doença.

Contexto Educacional

A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, afetando cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. É uma das principais causas de dor pélvica crônica, dismenorreia secundária e infertilidade, impactando significativamente a qualidade de vida das pacientes. O diagnóstico precoce é crucial para o manejo adequado e para evitar a progressão da doença. A suspeita clínica de endometriose surge em pacientes com dismenorreia progressiva, dor pélvica crônica, dispareunia e infertilidade. O exame físico pode revelar achados como útero fixo e doloroso, nodularidade no fórnice posterior ou espessamento dos ligamentos uterossacros. A investigação diagnóstica inicial deve incluir exames de imagem como a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal ou a ressonância magnética da pelve, que são capazes de identificar lesões endometrióticas e mapear sua extensão, auxiliando no planejamento terapêutico. O tratamento da endometriose é individualizado e pode incluir manejo da dor com analgésicos e hormonioterapia, ou tratamento cirúrgico para remoção das lesões, especialmente em casos de dor refratária, infertilidade ou endometriomas grandes. A escolha da abordagem terapêutica depende da gravidade dos sintomas, da extensão da doença e do desejo reprodutivo da paciente. É fundamental um acompanhamento multidisciplinar para otimizar os resultados e melhorar o prognóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da endometriose?

Os principais sinais e sintomas incluem dismenorreia secundária progressiva, dor pélvica crônica, dispareunia de profundidade, infertilidade e, em casos avançados, sintomas urinários ou intestinais cíclicos.

Qual o melhor exame de imagem para diagnosticar endometriose profunda?

A ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética da pelve são os exames de imagem mais indicados para o diagnóstico e mapeamento da endometriose profunda, permitindo identificar lesões em órgãos como intestino e bexiga.

Como diferenciar dismenorreia primária de secundária?

A dismenorreia primária geralmente inicia na adolescência, não tem causa orgânica e melhora com AINEs. A dismenorreia secundária surge mais tarde, é progressiva, associada a patologias como endometriose ou adenomiose, e pode vir acompanhada de outros sintomas pélvicos.

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