FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2023
A endometriose acomete de 6% a 10% das mulheres em idade reprodutiva, 50% a 60% de adolescentes e adultas com dores pélvicas, e até 50% de mulheres com infertilidade. Sobre o diagnóstico da endometriose:
Diagnóstico endometriose → USG transvaginal e RM são exames de imagem chave.
A ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética são os exames de imagem de primeira linha para o diagnóstico e estadiamento da endometriose, especialmente a profunda, devido à sua alta sensibilidade e especificidade para identificar lesões. O padrão ouro histórico, a videolaparoscopia, é agora reservado para casos específicos ou para tratamento.
A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, afetando milhões de mulheres em idade reprodutiva. Causa dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade, impactando significativamente a qualidade de vida. O diagnóstico precoce é fundamental para um manejo eficaz. O diagnóstico da endometriose é complexo e envolve a suspeita clínica baseada nos sintomas, seguida por exames de imagem. A ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética pélvica são os métodos de imagem mais eficazes, com alta sensibilidade e especificidade para identificar lesões, especialmente a endometriose profunda. A dor pélvica cíclica é um sintoma chave, mas sua intensidade nem sempre se correlaciona com a extensão da doença. A videolaparoscopia, antes considerada padrão ouro, é atualmente reservada para casos selecionados, como quando os exames de imagem são inconclusivos ou quando há necessidade de tratamento cirúrgico. Marcadores tumorais como o CA-125 não são diagnósticos, mas podem auxiliar no acompanhamento. O manejo é multidisciplinar, visando o alívio da dor, a melhora da fertilidade e a prevenção da progressão da doença.
Os sintomas incluem dor pélvica crônica, dismenorreia intensa, dispareunia, dor ao evacuar ou urinar (se houver acometimento intestinal/vesical) e infertilidade, variando em intensidade e localização.
A videolaparoscopia, embora seja o padrão ouro para visualização direta, é hoje reservada para casos em que os exames de imagem não são conclusivos, para biópsia ou para tratamento cirúrgico concomitante, devido à sua natureza invasiva.
O CA-125 pode estar elevado em casos de endometriose severa, mas não é específico e não deve ser usado como ferramenta diagnóstica primária, sendo mais útil no acompanhamento de casos tratados ou na exclusão de outras patologias.
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