UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
Com relação a uma paciente de 25 anos, com dismenorreia progressiva nos últimos 3 anos, acompanhada de dispareunia profunda, disquezia e eventual disuria no período menstrual, assinale a alternativa CORRETA sobre o diagnóstico:
Dismenorreia progressiva + dispareunia profunda + disquezia/disúria menstrual → suspeitar fortemente de endometriose, indicar imagem especializada.
A tríade de dismenorreia progressiva, dispareunia profunda e sintomas intestinais/urinários cíclicos (disquezia, disúria menstrual) é altamente sugestiva de endometriose, especialmente a profunda. Nesses casos, exames de imagem especializados, como a ecografia transvaginal com preparo intestinal ou ressonância magnética de pelve, são cruciais para o diagnóstico e mapeamento das lesões.
A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, afetando milhões de mulheres em idade reprodutiva. Ela pode causar dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia, infertilidade e sintomas relacionados a órgãos específicos, como intestino e bexiga, quando há endometriose profunda. O diagnóstico precoce e preciso é fundamental para o manejo adequado e melhora da qualidade de vida das pacientes. A suspeita clínica de endometriose é levantada pela história da paciente, com queixas como dismenorreia progressiva, dispareunia profunda e sintomas cíclicos intestinais ou urinários. O exame físico, incluindo o toque retal e o exame pélvico bimanual, pode revelar nodulações, espessamentos ou fixação de órgãos, mas frequentemente é insuficiente para um diagnóstico definitivo ou para mapear a extensão da doença. O CA-125 pode estar elevado, mas não é um marcador específico e não serve como padrão-ouro. Para o diagnóstico e estadiamento da endometriose, especialmente a profunda, exames de imagem especializados são indispensáveis. A ecografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética de pelve são as modalidades mais sensíveis e específicas para identificar e localizar as lesões endometrióticas, incluindo as que afetam o septo retovaginal, intestino e bexiga. Essas informações são cruciais para o planejamento terapêutico, seja ele clínico (hormonal, analgésicos) ou cirúrgico.
Os sintomas clássicos da endometriose profunda incluem dismenorreia progressiva (dor menstrual que piora com o tempo), dispareunia profunda (dor durante a relação sexual), disquezia (dor ao evacuar durante a menstruação) e disúria (dor ao urinar durante a menstruação). Outros sintomas podem incluir dor pélvica crônica e infertilidade.
Exames de imagem como a ecografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética de pelve são fundamentais para o diagnóstico e mapeamento da endometriose, especialmente a profunda. Eles permitem identificar nódulos, cistos e aderências, auxiliando no planejamento terapêutico, seja clínico ou cirúrgico.
O CA-125 é um marcador tumoral que pode estar elevado na endometriose, mas não é específico. Seus níveis podem estar aumentados em outras condições benignas e malignas, e pode estar normal em casos de endometriose. O padrão-ouro para o diagnóstico definitivo ainda é a biópsia das lesões, obtida por laparoscopia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo