Endometriose: Diagnóstico e Investigação por Imagem

UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2021

Enunciado

Paciente de 30 anos de idade, com ciclos menstruais regulares de 28 dias com intervalos de 04 dias, sem uso de método contraceptivo hormonal, refere em consulta ginecológica dismenorreia progressiva há 03 anos e dispareunia de profundidade há 01 ano. Relata que no momento não deseja gravidez por ter uma relação instável e que faz uso de método de barreira como prevenção. Sobre o caso clínico apresentado, pode-se AFIRMAR:

Alternativas

  1. A) A dispareunia referida pode ter contexto psicológico já que a paciente mantém uma relação instável.
  2. B) As queixas ginecológicas relatadas pela paciente não fazem diagnóstico de endometriose, pois deve-se necessariamente ter exame complementar de imagem com diagnóstico da doença.
  3. C) Para controle da dor, deve ser prescrito apenas anti- inflamatórios e analgésico.
  4. D) Para complementação diagnóstica, deve-se fazer ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal.

Pérola Clínica

Dismenorreia progressiva + dispareunia profunda → suspeita de endometriose. USG transvaginal com preparo intestinal é chave diagnóstica.

Resumo-Chave

A endometriose é uma doença inflamatória crônica que se manifesta com dor pélvica, dismenorreia e dispareunia, mesmo sem achados em exames de imagem convencionais. A ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal é o método de imagem de escolha para identificar lesões típicas e auxiliar no estadiamento da doença.

Contexto Educacional

A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, afetando cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. É uma das principais causas de dor pélvica crônica, dismenorreia e infertilidade, impactando significativamente a qualidade de vida das pacientes. A suspeita clínica é fundamental, baseada em sintomas como dismenorreia progressiva, dispareunia de profundidade e dor pélvica crônica. O diagnóstico da endometriose é primariamente clínico, mas a confirmação por imagem é crucial para estadiamento e planejamento terapêutico. A ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal é o exame de imagem de primeira linha, devido à sua alta sensibilidade e especificidade para identificar lesões profundas. A ressonância magnética pélvica pode ser utilizada como método complementar, especialmente em casos de endometriose extensa ou para planejamento cirúrgico complexo. O tratamento da endometriose é individualizado e pode incluir manejo da dor com anti-inflamatórios e analgésicos, terapia hormonal para suprimir o crescimento endometrial ectópico, e cirurgia para remover as lesões. O prognóstico varia conforme a extensão da doença e a resposta ao tratamento, sendo essencial um acompanhamento multidisciplinar para otimizar os resultados e melhorar a qualidade de vida das pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas que sugerem o diagnóstico de endometriose?

Os principais sintomas incluem dismenorreia progressiva (dor menstrual que piora com o tempo), dispareunia de profundidade (dor durante a relação sexual), dor pélvica crônica não cíclica, infertilidade e sintomas intestinais ou urinários cíclicos.

Por que a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal é o exame de imagem de escolha para endometriose?

Este exame permite uma melhor visualização de lesões de endometriose profunda, especialmente no septo retovaginal, ligamentos uterossacros e intestino, que podem ser difíceis de identificar em ultrassonografias convencionais devido à sobreposição de gases intestinais.

É possível ter endometriose sem achados em exames de imagem?

Sim, a endometriose é uma doença de diagnóstico clínico e histopatológico. Pacientes podem ter sintomas intensos sem lesões visíveis em exames de imagem, especialmente nos estágios iniciais ou em casos de endometriose peritoneal superficial. O tratamento empírico pode ser considerado nesses casos.

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