SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Qual é o exame utilizado para o diagnóstico de endocardite infecciosa em crianças?
Suspeita de Endocardite Infecciosa → Ecocardiograma é o exame de imagem fundamental para visualizar vegetações (critério maior de Duke).
O diagnóstico de endocardite infecciosa se baseia nos Critérios de Duke Modificados, que combinam achados microbiológicos (hemoculturas) e de imagem. O ecocardiograma é essencial para identificar os achados que constituem um critério maior, como vegetações, abscessos ou nova deiscência de prótese.
A endocardite infecciosa (EI) é uma infecção do endocárdio, geralmente envolvendo as valvas cardíacas. Em crianças, os principais fatores de risco são as cardiopatias congênitas e o uso de cateteres venosos centrais. O diagnóstico precoce é crucial, pois a doença carrega alta morbimortalidade. O diagnóstico da EI é um desafio e se baseia nos Critérios de Duke Modificados, que integram achados clínicos, microbiológicos e de imagem. Existem dois critérios maiores: 1) Hemoculturas positivas para agentes típicos e 2) Evidência de envolvimento endocárdico no ecocardiograma. O ecocardiograma é, portanto, um exame central, capaz de visualizar as lesões características da doença, como as vegetações (massa de plaquetas, fibrina e microrganismos), abscessos perivalvares e disfunção valvar. O ecocardiograma transtorácico (ETT) é geralmente o primeiro exame a ser realizado por ser não invasivo. Contudo, o ecocardiograma transesofágico (ETE) possui maior sensibilidade e é frequentemente necessário para confirmar o diagnóstico, especialmente em pacientes com próteses valvares ou quando o ETT é inconclusivo. Outros exames como hemograma e provas de atividade inflamatória (VHS, PCR) são úteis, mas inespecíficos, servindo como critérios menores.
Os achados que constituem um critério maior de Duke são: massa intracardíaca oscilante em valva ou estrutura de suporte (vegetação), abscesso, nova deiscência parcial de prótese valvar, ou nova regurgitação valvar.
O ETT é o exame inicial, não invasivo, mas com menor sensibilidade. O ETE é mais invasivo, mas tem maior sensibilidade, especialmente para visualizar vegetações pequenas, complicações como abscessos e para avaliar próteses valvares. O ETE é indicado quando a suspeita clínica é alta e o ETT é negativo ou inconclusivo.
As hemoculturas são o outro pilar diagnóstico. A identificação de um microrganismo típico em múltiplas amostras de sangue coletadas em momentos diferentes constitui um critério maior de Duke e é crucial para guiar a antibioticoterapia.
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