UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2020
Em relação ao papel dos exames complementares na doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), considere as afirmativas a seguir. I. A presença de episódios de refluxo está presente em até 50% das crianças submetidas ao exame contrastado com bário, o que faz com que esse exame não seja preconizado como uso rotineiro. II. A principal razão para a realização de endoscopia nas crianças com sintomas extraesofágicos de DRGE é investigar doenças como esofagite eosinofílica.III. A cintilografia pode ser indicada para avaliar o esvaziamento gástrico. IV. A pHmetria é o exame com evidências suficientes para uso rotineiro no diagnóstico de DRGE. Assinale a alternativa correta.
DRGE infantil: pHmetria não é rotina; EDA para sintomas extraesofágicos investiga esofagite eosinofílica.
O exame contrastado com bário tem alta taxa de falso-positivos para refluxo em crianças, não sendo rotineiro. A endoscopia é crucial para investigar esofagite eosinofílica em casos de sintomas extraesofágicos, enquanto a cintilografia avalia o esvaziamento gástrico, útil em suspeita de gastroparesia.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) em crianças é uma condição comum, mas o diagnóstico e manejo dos exames complementares exigem discernimento. A distinção entre refluxo fisiológico e patológico é fundamental. A importância de cada exame deve ser compreendida para evitar investigações desnecessárias e garantir um tratamento adequado. O exame contrastado com bário, embora visualize o refluxo, não é rotineiramente indicado devido à alta incidência de refluxo fisiológico em crianças, o que pode levar a falso-positivos. A endoscopia digestiva alta é valiosa para investigar complicações como esofagite e é a principal ferramenta para diagnosticar esofagite eosinofílica, especialmente em crianças com sintomas extraesofágicos ou refratários. A cintilografia gástrica é útil para avaliar o esvaziamento gástrico, auxiliando no diagnóstico de gastroparesia que pode mimetizar ou exacerbar a DRGE. A pHmetria esofágica, embora seja o padrão-ouro para quantificar o refluxo ácido, não é um exame de uso rotineiro. Sua indicação é restrita a casos selecionados, como falha terapêutica, sintomas atípicos ou pré-operatório, devido à sua invasividade e à necessidade de correlação clínica. O manejo da DRGE pediátrica deve sempre considerar a idade, a gravidade dos sintomas e a resposta ao tratamento inicial.
Os exames incluem endoscopia digestiva alta para investigar esofagite, cintilografia para esvaziamento gástrico e pHmetria/impedanciometria para casos selecionados de refluxo patológico.
O exame contrastado com bário possui alta taxa de detecção de refluxo fisiológico em crianças assintomáticas, levando a muitos falso-positivos e, portanto, não é recomendado para diagnóstico rotineiro de DRGE.
A endoscopia é indicada para investigar esofagite, estenoses, ou outras patologias, especialmente em crianças com sintomas extraesofágicos ou refratários ao tratamento, sendo crucial para diagnosticar esofagite eosinofílica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo