AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024
A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é a condição médica benigna mais comum ocorrida no estômago e esôfago e seus sintomas se apresentam frequentemente em pacientes ambulatoriais. Em relação a esta doença, analise as assertivas abaixo. I) Pirose e regurgitação são os sintomas típicos da DRGE, porém a dor epigástrica e a dispepsia são os sintomas mais frequentes. II) É frequente o achado de linfonodomegalia cervical nos pacientes com DRGE e seu achado demonstra progressão da doença, associado a sintomas extra esofágicos. III) Uma endoscopia digestiva alta normal para DRGE, ou seja, sem esofagite de refluxo, descarta este diagnóstico. IV) O diagnóstico da DRGE baseia-se na presença de sintomas típicos e na melhoria destes sintomas com terapia com inibidor da bomba de prótons. Estão corretas as assertivas
DRGE = sintomas típicos (pirose/regurgitação) + resposta a IBP; EDA normal NÃO descarta DRGE.
A DRGE é diagnosticada clinicamente pela presença de sintomas típicos (pirose e regurgitação) e pela resposta favorável ao teste terapêutico com inibidores da bomba de prótons (IBP). Uma endoscopia digestiva alta normal (sem esofagite) não exclui o diagnóstico, pois muitos pacientes têm DRGE não erosiva.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição crônica caracterizada pelo fluxo retrógrado do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas incômodos e/ou complicações. É uma das doenças gastrointestinais mais prevalentes na prática ambulatorial. O diagnóstico da DRGE é predominantemente clínico, baseado na história e na resposta ao tratamento. Os sintomas típicos da DRGE são pirose (sensação de queimação retroesternal) e regurgitação (retorno de conteúdo gástrico à boca ou faringe). Embora dor epigástrica e dispepsia possam ocorrer, eles são sintomas mais inespecíficos e não são os mais frequentes ou definidores da DRGE. A presença de linfonodomegalia cervical não é um achado comum na DRGE e não indica progressão da doença. A endoscopia digestiva alta (EDA) é um exame importante, mas uma EDA normal (sem esofagite de refluxo) não descarta o diagnóstico de DRGE, pois a maioria dos pacientes apresenta DRGE não erosiva (DNER). O diagnóstico da DRGE é frequentemente estabelecido pela presença de sintomas típicos e pela melhora significativa desses sintomas com um teste terapêutico empírico com inibidores da bomba de prótons (IBP) em dose plena.
Os sintomas típicos da DRGE são pirose (azia retroesternal) e regurgitação (retorno de conteúdo gástrico à boca ou faringe). Eles se diferenciam da dor epigástrica e dispepsia, que são sintomas mais gerais e podem estar presentes em outras condições como gastrite ou úlcera péptica.
O teste terapêutico com IBP consiste na administração de um inibidor da bomba de prótons em dose plena por 4 a 8 semanas. Uma melhora significativa dos sintomas típicos da DRGE durante este período é altamente sugestiva do diagnóstico, especialmente em pacientes sem sinais de alarme.
Não, a endoscopia digestiva alta não é sempre necessária para o diagnóstico de DRGE, especialmente em pacientes jovens com sintomas típicos e sem sinais de alarme. Ela é indicada para investigar sinais de alarme (disfagia, odinofagia, perda de peso, anemia, sangramento), avaliar complicações ou em casos refratários ao tratamento empírico.
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