AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2022
Com relação à doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), é CORRETO afirmar:
DPOC é confirmada por VEF1/CVF pós-broncodilatador < 0,7 na espirometria, indicando obstrução fixa.
O diagnóstico de DPOC é essencialmente espirométrico. A presença de obstrução persistente ao fluxo aéreo, definida pela relação volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) sobre a capacidade vital forçada (CVF) pós-broncodilatador menor que 0,7 (ou < limite inferior da normalidade), é o critério diagnóstico. As outras alternativas apresentam informações incorretas sobre o tratamento e manejo da DPOC.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo que não é totalmente reversível. É causada principalmente pela exposição a partículas ou gases nocivos, sendo o tabagismo o fator de risco mais importante. O diagnóstico de DPOC é confirmado pela espirometria. A presença de uma relação VEF1/CVF (Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo / Capacidade Vital Forçada) pós-broncodilatador menor que 0,7 (ou abaixo do limite inferior da normalidade para a idade) é o critério diagnóstico essencial, indicando obstrução persistente ao fluxo aéreo. Este exame é crucial para diferenciar a DPOC de outras doenças obstrutivas, como a asma. O tratamento da DPOC visa aliviar os sintomas, reduzir a frequência e gravidade das exacerbações, e melhorar a qualidade de vida. Broncodilatadores de longa ação são a base do tratamento. Corticoides inalatórios são adicionados em pacientes com exacerbações frequentes e VEF1 < 50%, mas não alteram a sobrevida ou a função pulmonar isoladamente. A oxigenioterapia contínua domiciliar é indicada apenas para pacientes com hipoxemia crônica grave. O BIPAP é benéfico em exacerbações agudas com insuficiência respiratória.
O diagnóstico de DPOC é confirmado pela espirometria que demonstra uma relação VEF1/CVF pós-broncodilatador menor que 0,7 (ou abaixo do limite inferior da normalidade), indicando obstrução persistente ao fluxo aéreo.
A oxigenioterapia contínua domiciliar é indicada para pacientes com DPOC que apresentam hipoxemia crônica grave, definida por PaO2 <= 55 mmHg ou SaO2 <= 88% em repouso, ou PaO2 entre 56-59 mmHg ou SaO2 <= 89% com sinais de hipertensão pulmonar ou cor pulmonale.
Os corticoides inalatórios são indicados para pacientes com DPOC grave (VEF1 < 50%) e histórico de exacerbações frequentes, geralmente em combinação com broncodilatadores de longa ação, para reduzir a frequência de exacerbações, mas não aumentam a sobrevida ou melhoram a função pulmonar de forma isolada.
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