USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Homem, 74 anos, refere tosse com expectoração clara matutina há 8 anos. Há 5 anos com dispneia aos esforços em progressão; atualmente tem dispneia para andar 100 metros em terreno plano. Por vezes o sintoma é acompanhado de chiado no peito. Tabagista de 1 maço de cigarros por dia há 60 anos. Exame físico sem alterações. Qual achado é suficiente para o diagnóstico da doença mais provável?
Tabagista + tosse crônica + dispneia → DPOC. Diagnóstico = VEF1/CVF < 0,7 pós-broncodilatador.
O quadro clínico de tosse crônica, expectoração e dispneia progressiva em um tabagista pesado é altamente sugestivo de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). O diagnóstico definitivo é estabelecido pela espirometria, que deve demonstrar um padrão obstrutivo persistente, mesmo após a administração de broncodilatador.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição respiratória progressiva e irreversível, caracterizada por limitação do fluxo aéreo que não é totalmente reversível. É uma das principais causas de morbidade e mortalidade global, e o tabagismo é o fator de risco mais importante. A DPOC engloba a bronquite crônica (tosse e expectoração por pelo menos 3 meses em 2 anos consecutivos) e o enfisema (destruição dos alvéolos). O diagnóstico de DPOC é clínico-funcional. O quadro clínico típico envolve um histórico de tabagismo significativo, tosse crônica com expectoração e dispneia progressiva aos esforços. O exame físico pode ser normal nas fases iniciais. O achado crucial para o diagnóstico é o padrão obstrutivo na espirometria, que persiste mesmo após a administração de um broncodilatador. Especificamente, uma relação VEF1/CVF (volume expiratório forçado no primeiro segundo / capacidade vital forçada) menor que 0,70 pós-broncodilatador confirma a doença. A espirometria é a ferramenta padrão-ouro para o diagnóstico, avaliação da gravidade e monitoramento da DPOC. Outros exames, como gasometria arterial e tomografia de tórax, são importantes para avaliar a gravidade das complicações (hipoxemia, hipercapnia) e a extensão do enfisema, mas não são diagnósticos primários. O tratamento visa aliviar sintomas, reduzir a frequência e gravidade das exacerbações e melhorar a tolerância ao exercício, com broncodilatadores, reabilitação pulmonar e cessação do tabagismo.
Os principais sintomas incluem tosse crônica com expectoração (bronquite crônica), dispneia progressiva aos esforços e, por vezes, sibilância.
O diagnóstico de DPOC é confirmado pela espirometria que revela um padrão obstrutivo não reversível, definido por uma relação VEF1/CVF (ou VEF1/CVF forçada) inferior a 0,70 após a administração de broncodilatador.
A tomografia de tórax pode identificar enfisema, mas não é suficiente para o diagnóstico funcional de DPOC. O enfisema é um componente da DPOC, mas o diagnóstico requer a demonstração de limitação persistente do fluxo aéreo pela espirometria.
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