DPOC: Diagnóstico, Classificação GOLD e Tratamento Inicial

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2020

Enunciado

Paciente masculino, 63 anos de idade, comparece para retorno, apresentando quadro de dispneia progressiva no último ano, com piora no último mês, quando foi ao plantão e foi medicado com antibiótico e corticoide, mas não precisou ser internado. Refere necessidade de parar para respirar quando caminha no plano. Ex-tabagista com uma carga de 40 anos/maço, sem outras doenças prévias. Traz prova de função pulmonar (espirometria) a seguir. Sobre esse caso, considere as afirmativas a seguir. I. A resposta ao broncodilatador, vista no exame, afasta o diagnóstico de DPOC, e o diagnóstico é de asma. II. O tratamento com budesonida deve ser a primeira opção por se tratar de doença grave.III. A prova de função pulmonar mostra um distúrbio obstrutivo, confirmando DPOC. IV. O paciente pode ser classificado como DPOC GOLD 2 B, e o tratamento começa com o uso de broncodilatadores, como beta agonistas (LABA) ou antimuscarínicos (LAMA). Assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Somente as afirmativas I e II são corretas.
  2. B) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
  3. C) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
  4. D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
  5. E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

Pérola Clínica

DPOC = obstrução persistente (VEF1/CVF < 0,7 pós-BD) + histórico tabagismo/exposição; Classificação GOLD guia tratamento.

Resumo-Chave

A espirometria é essencial para o diagnóstico e classificação da DPOC, mostrando um distúrbio obstrutivo persistente. A resposta ao broncodilatador não exclui DPOC, e a classificação GOLD (baseada em VEF1, sintomas e exacerbações) direciona a terapia inicial com broncodilatadores de longa ação.

Contexto Educacional

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo devido a anormalidades das vias aéreas e/ou alveolares, geralmente causadas por exposição significativa a partículas ou gases nocivos, como o tabagismo. É uma das principais causas de morbimortalidade global, sendo crucial seu diagnóstico precoce e manejo adequado. O diagnóstico da DPOC é confirmado pela espirometria, que revela um distúrbio obstrutivo persistente (relação VEF1/CVF pós-broncodilatador < 0,70). A classificação GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) estratifica a gravidade da doença com base no VEF1 pós-broncodilatador e na avaliação de sintomas (mMRC ou CAT) e histórico de exacerbações, permitindo um tratamento individualizado. O tratamento farmacológico da DPOC visa reduzir sintomas e o risco de exacerbações. Broncodilatadores de longa ação (LABA e LAMA) são a base da terapia, sendo a escolha inicial guiada pela classificação GOLD. Corticosteroides inalatórios (CI) são geralmente reservados para pacientes com exacerbações frequentes ou com características de asma. A cessação do tabagismo é a intervenção mais importante para alterar o curso da doença.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios espirométricos para o diagnóstico de DPOC?

O diagnóstico de DPOC é confirmado por um VEF1/CVF pós-broncodilatador < 0,70, indicando obstrução persistente ao fluxo aéreo, em pacientes com histórico de exposição a fatores de risco.

Como a classificação GOLD influencia o tratamento da DPOC?

A classificação GOLD categoriza os pacientes com DPOC com base no grau de obstrução (estágios 1-4) e no risco de exacerbações e sintomas (grupos A-D), direcionando a escolha dos broncodilatadores e outras terapias.

A resposta ao broncodilatador afasta o diagnóstico de DPOC?

Não, a resposta parcial ao broncodilatador não afasta o diagnóstico de DPOC. Embora a asma apresente reversibilidade significativa, pacientes com DPOC também podem ter alguma melhora, mas a obstrução pós-broncodilatador permanece.

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