CCG - Centro de Cirurgia Geral (MS) — Prova 2015
Qual é o exame complementar definidor do diagnóstico de DPOC?
Diagnóstico de DPOC = Espirometria com VEF1/CVF pós-broncodilatador < 0.7 (critério GOLD).
A espirometria é o exame padrão-ouro para o diagnóstico de DPOC, pois avalia a função pulmonar e identifica a obstrução persistente do fluxo aéreo. A relação VEF1/CVF pós-broncodilatador abaixo de 0.7 é o critério definidor, conforme as diretrizes GOLD.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo devido a anormalidades das vias aéreas e/ou alvéolos, geralmente causadas por exposição significativa a partículas ou gases nocivos. O diagnóstico precoce é fundamental para o manejo e para retardar a progressão da doença. A espirometria é o exame complementar definidor do diagnóstico de DPOC. Ela mede a quantidade de ar que uma pessoa pode inalar e exalar, e a rapidez com que o ar pode ser exalado. O critério diagnóstico principal, conforme as diretrizes GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease), é uma relação VEF1/CVF (Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo / Capacidade Vital Forçada) pós-broncodilatador menor que 0.70. Este valor indica uma obstrução persistente do fluxo aéreo que não é totalmente reversível. Outros exames, como radiografia de tórax ou tomografia computadorizada, podem fornecer informações adicionais sobre o parênquima pulmonar e excluir outras patologias, mas não são diagnósticos para DPOC. A gasometria arterial pode ser útil em casos avançados para avaliar a troca gasosa, mas também não é o exame definidor. Portanto, a espirometria é indispensável para confirmar a presença e a gravidade da obstrução.
O critério espirométrico para DPOC é uma relação VEF1/CVF (volume expiratório forçado no primeiro segundo / capacidade vital forçada) pós-broncodilatador menor que 0.70, confirmando a obstrução persistente do fluxo aéreo.
A radiografia de tórax pode mostrar sinais sugestivos como hiperinsuflação, retificação diafragmática ou aumento do espaço retroesternal, mas não mede a obstrução do fluxo aéreo. É útil para excluir outras patologias, mas não para o diagnóstico definitivo de DPOC.
O teste broncodilatador é crucial para diferenciar a DPOC da asma. Na DPOC, a obstrução é fixa e pouco reversível, enquanto na asma, há reversibilidade significativa após a administração de broncodilatador.
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