DRGE: Exames Diagnósticos Essenciais e Suas Indicações

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2021

Enunciado

Paciente com 25 anos de idade chega ao ambulatório de cirurgia geral, encaminhado com hipótese diagnóstica de Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE). Relata que há cerca de 5 anos apresenta episódios de dor tipo queimação retroesternal e azia, revelando que eventualmente apresenta dor abdominal, regurgitação e disfagia para sólidos de vez em quando. O paciente não apresenta exames, informando que realizou exame de ultrassonografia do abdômen total cujo resultado foi normal. Com relação aos exames a serem solicitados na doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), assinale a alternativa correta. I - A endoscopia digestiva alta é um exame importante que vai revelar os episódios de refluxo gastroesofágico e as possíveis complicações esofágicas. II - A manometria esofágica é exame importante para excluir distúrbios primários de motilidade do esôfago que podem simular os sintomas da DRGE. III - O exame de pHmetria de 24 hs permite a monitoração do pH com quantificação do refluxo ácido, informando os episódios de refluxo, o tempo de duração e o grau de refluxo nas posições ereta e supina. IV - O teste de pH de impedância e o esofagograma são outros  exames adicionais que fornecem informações valiosas no diagnóstico da DRGE.

Alternativas

  1. A) Todas estão corretas.
  2. B) I, II e III estão corretas.
  3. C) II, III e IV estão corretas.
  4. D) I, II e IV estão corretas.

Pérola Clínica

DRGE: EDA, manometria, pHmetria 24h e pH-impedância são exames chave para diagnóstico e manejo.

Resumo-Chave

O diagnóstico da DRGE é clínico, mas exames complementares são essenciais para confirmar a doença, avaliar a gravidade, identificar complicações e excluir diagnósticos diferenciais, como distúrbios de motilidade esofágica, guiando a melhor estratégia terapêutica.

Contexto Educacional

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição crônica comum, caracterizada pelo retorno do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. Sua prevalência é alta, afetando significativamente a qualidade de vida e sendo um tema recorrente em provas de residência médica devido à sua complexidade diagnóstica e terapêutica. O reconhecimento precoce e a investigação adequada são cruciais para evitar complicações graves como esôfago de Barrett e adenocarcinoma. A fisiopatologia da DRGE envolve a disfunção da barreira antirrefluxo, principalmente do esfíncter esofágico inferior (EEI), e a exposição prolongada da mucosa esofágica ao ácido gástrico. O diagnóstico é inicialmente clínico, baseado nos sintomas típicos de pirose e regurgitação. No entanto, exames complementares são essenciais para confirmar o diagnóstico, avaliar a extensão da doença, identificar complicações e excluir diagnósticos diferenciais. A endoscopia digestiva alta é o primeiro exame a ser solicitado para avaliar a mucosa esofágica e descartar outras patologias. O tratamento da DRGE varia de modificações no estilo de vida e uso de inibidores da bomba de prótons (IBP) a intervenções cirúrgicas em casos selecionados. A manometria esofágica é fundamental para avaliar a motilidade esofágica e a função do EEI, especialmente antes de cirurgias antirrefluxo. A pHmetria de 24 horas e a pH-impedância são os padrões-ouro para quantificar o refluxo e correlacionar os sintomas com os episódios de refluxo, sendo indispensáveis para o manejo de casos refratários ou atípicos.

Perguntas Frequentes

Quais são os exames mais importantes para confirmar o diagnóstico de DRGE?

A pHmetria esofágica de 24 horas e a pH-impedância são os exames mais importantes para quantificar e caracterizar o refluxo, sendo a endoscopia digestiva alta crucial para avaliar complicações como esofagite e Barrett.

Quando a manometria esofágica é indicada na investigação da DRGE?

A manometria esofágica é indicada para excluir distúrbios primários de motilidade esofágica que podem mimetizar sintomas de DRGE e é fundamental antes de qualquer intervenção cirúrgica para avaliar a função do esfíncter esofágico inferior.

Qual a diferença entre pHmetria e pH-impedância na avaliação da DRGE?

A pHmetria de 24 horas detecta apenas refluxo ácido, enquanto a pH-impedância é mais abrangente, detectando refluxo ácido, fracamente ácido e não ácido (gasoso ou líquido), sendo útil em pacientes com sintomas refratários à terapia com IBP.

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