SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2021
Com relação à doença inflamatória pélvica (DIP) marque VERDADEIRO (V) ou FALSO (F):( ) Nem a história clínica, nem exame físico ou testes laboratoriais são sensíveis ou específicos o suficiente para definir o diagnóstico com certeza.( ) Os exames laboratoriais podem ser normais em pacientes com DIP, e para o diagnóstico definitivo em alguns casos, pode ser necessário laparoscopia.( ) O diagnóstico diferencial deverá ser feito com manifestações uroginecológicas, gastrointestinais e musculoesqueléticas.( ) Os esquemas de antibioticoterapia são considerados de forma empírica e devem ser de amplo espectro e instituídos precocemente. Devem focar em cobrir aeróbios e anaeróbios participantes da flora vaginal que se encontram envolvidos no processo infeccioso e, na mesma ocasião, ou posteriormente, atingir a clamídia, gonococo e micoplasmas.( ) Nos casos de abscesso que se estenda até o fundo de saco vaginal ou mesmo abscesso em fundo de saco de Douglas que se encontre acoplado à cúpula vaginal em algumas situações, opta-se por drenagem dele pela via vaginal, com coleta de material para pesquisa de agentes.A sequência CORRETA é:
DIP: Diagnóstico clínico complexo, exames inespecíficos. Laparoscopia confirma. Tratamento empírico amplo espectro. Drenagem vaginal para abscesso em fundo de saco.
O diagnóstico de DIP é desafiador devido à inespecificidade dos sintomas e exames. A laparoscopia pode ser necessária para confirmação. O tratamento é empírico, de amplo espectro, cobrindo aeróbios, anaeróbios, clamídia, gonococo e micoplasmas. Abscessos em fundo de saco podem ser drenados via vaginal.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica complexa que afeta o trato genital superior feminino, sendo uma das principais causas de morbidade ginecológica. Sua importância reside nas sequelas a longo prazo, como infertilidade, dor pélvica crônica e gravidez ectópica. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para minimizar essas complicações, sendo um tema recorrente em provas de residência. O diagnóstico da DIP é notoriamente difícil devido à inespecificidade dos sintomas e à falta de um teste diagnóstico único e definitivo. A história clínica, o exame físico (dor à mobilização do colo, dor anexial) e os exames laboratoriais (leucocitose, aumento de VHS/PCR) são sugestivos, mas não conclusivos. Em alguns casos, a laparoscopia diagnóstica pode ser necessária para confirmar a inflamação e descartar outras condições. O diagnóstico diferencial é amplo, incluindo apendicite, gestação ectópica, torção de cisto ovariano e infecções do trato urinário. O tratamento da DIP é empírico e deve ser iniciado precocemente, com antibióticos de amplo espectro que cubram os principais patógenos: Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis, e bactérias da flora vaginal (aeróbios e anaeróbios, micoplasmas). A escolha do esquema antibiótico depende da gravidade e da via de administração (oral ou parenteral). Em casos de abscesso tubo-ovariano ou pélvico que se estenda ao fundo de saco vaginal, a drenagem pela via vaginal pode ser uma opção terapêutica, permitindo a coleta de material para cultura e alívio da coleção purulenta.
O diagnóstico de DIP é desafiador porque os sintomas são inespecíficos e variam amplamente. Nem a história clínica, nem o exame físico ou os testes laboratoriais (como VHS, PCR, leucograma) são sensíveis ou específicos o suficiente para confirmar o diagnóstico com certeza, exigindo alta suspeição clínica.
Os principais agentes etiológicos incluem Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis, e bactérias da flora vaginal (aeróbios e anaeróbios, como Gardnerella vaginalis, Mycoplasma hominis). A antibioticoterapia deve ser de amplo espectro, empírica e precoce, cobrindo todos esses patógenos para evitar sequelas.
A laparoscopia é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo de DIP, mas é reservada para casos em que o diagnóstico é incerto, há falha no tratamento clínico, suspeita de abscesso ou outras condições cirúrgicas. Ela permite a visualização direta das estruturas pélvicas e a coleta de material para cultura.
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