UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024
Ana tem 22 anos, já teve múltiplos parceiros sexuais e raramente usa condon. Há 3 dias ela está com muito corrimento vaginal amarelado com odor fético, dor em baixo ventre, e como teve febre, foi a emergência. Ao ser examinada, estava um pouco taquicardia, 38ºC de temperatura axilar, ao exame especular confirma-se sua queixa de leucorreia purulenta, refere dor à palpação de baixo ventre além de dor a mobilização do colo do útero e dor à palpação dos anexos pelo toque bimanual. O diagnóstico e um tratamento adequado seriam:
DIP (dor pélvica, febre, leucorreia, dor à mobilização do colo) → Ceftriaxona IM + Doxiciclina VO + Metronidazol VO.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior feminino, frequentemente associada a múltiplos parceiros e uso inconsistente de preservativos. O diagnóstico é clínico, baseado em dor pélvica, dor à mobilização do colo e/ou anexos, e leucorreia. O tratamento empírico deve cobrir os principais patógenos (gonococos, clamídias e anaeróbios).
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica que envolve a infecção e inflamação do trato genital superior feminino, incluindo útero, tubas uterinas e ovários. É uma das principais causas de infertilidade e dor pélvica crônica em mulheres jovens. A epidemiologia está fortemente ligada a infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, e a múltiplos parceiros sexuais. O diagnóstico da DIP é predominantemente clínico, baseado em critérios mínimos como dor pélvica, dor à mobilização do colo uterino e/ou dor à palpação dos anexos. Critérios adicionais, como febre, leucocitose, aumento de PCR/VHS e leucorreia purulenta, aumentam a especificidade. A suspeita deve ser alta em mulheres sexualmente ativas com esses sintomas, especialmente se houver fatores de risco. O exame especular e o toque bimanual são essenciais para a avaliação. O tratamento da DIP deve ser iniciado empiricamente o mais rápido possível para prevenir sequelas. O esquema recomendado visa cobrir os principais patógenos: gonococos, clamídias e anaeróbios. A combinação de Ceftriaxona (IM dose única), Doxiciclina (VO por 14 dias) e Metronidazol (VO por 14 dias) é amplamente aceita. A internação hospitalar é indicada em casos de gravidez, abscesso tubo-ovariano, DIP grave, falha do tratamento ambulatorial ou impossibilidade de excluir outras emergências cirúrgicas.
Os critérios mínimos para o diagnóstico de DIP incluem dor à palpação do abdome inferior, dor à mobilização do colo uterino e dor à palpação dos anexos. A presença de febre, leucorreia purulenta e taquicardia reforçam o diagnóstico.
O esquema de tratamento ambulatorial recomendado para DIP geralmente inclui Ceftriaxona 250mg IM em dose única (para gonococo), Doxiciclina 100mg VO 12/12h por 14 dias (para clamídia e outros) e Metronidazol 500mg VO 12/12h por 14 dias (para anaeróbios e tricomonas).
As principais complicações da DIP incluem dor pélvica crônica, infertilidade tubária, gravidez ectópica e formação de abscesso tubo-ovariano. O tratamento precoce e adequado é crucial para prevenir essas sequelas.
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