DHGM: Rastreamento e Diagnóstico Inicial Não Invasivo

Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2025

Enunciado

Para o diagnóstico de DHGM - Doença Hepática Gordurosa Metabólica:

Alternativas

  1. A) sugere-se abordagem não invasiva, sendo a ultrassonografia de abdômen e não a dosagem de aminotransferases séricas os exames recomendados para rastreamento inicial.
  2. B) sugere-se abordagem não invasiva, sendo a ultrassonografia de abdômen e a dosagem de aminotransferases séricas os exames recomendados para rastreamento inicial.
  3. C) sugere-se abordagem não invasiva, sendo a ultrassonografia de abdômen e a dosagem de aminotransferases séricas os exames nunca recomendados para rastreamento.
  4. D) sugere-se abordagem invasiva, não sendo a ultrassonografia de abdômen e a dosagem de aminotransferases séricas os exames recomendados para rastreamento inicial.

Pérola Clínica

DHGM: USG abdominal + dosagem de aminotransferases séricas são exames iniciais para rastreamento.

Resumo-Chave

O diagnóstico de Doença Hepática Gordurosa Metabólica (DHGM) inicia-se com uma abordagem não invasiva. A ultrassonografia de abdômen é o método de imagem de primeira linha para detectar esteatose, enquanto a dosagem de aminotransferases séricas (ALT e AST) auxilia na avaliação de lesão hepatocelular e na suspeita de DHGM, sendo ambos recomendados para rastreamento inicial.

Contexto Educacional

A Doença Hepática Gordurosa Metabólica (DHGM), anteriormente conhecida como Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA), é a hepatopatia crônica mais comum globalmente, afetando cerca de 25% da população adulta. Sua prevalência está intrinsecamente ligada à síndrome metabólica, incluindo obesidade, diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia e hipertensão. A DHGM varia desde a esteatose simples (acúmulo de gordura no fígado) até a esteato-hepatite não alcoólica (EHNA), que pode progredir para fibrose, cirrose e carcinoma hepatocelular, tornando seu diagnóstico precoce crucial para a prevenção de complicações graves. O diagnóstico da DHGM geralmente começa com uma abordagem não invasiva. A ultrassonografia de abdômen é o método de imagem de escolha para o rastreamento inicial devido à sua acessibilidade e capacidade de detectar a esteatose. Além disso, a dosagem de aminotransferases séricas (ALT e AST) é fundamental para avaliar a presença de lesão hepatocelular e inflamação, embora níveis normais não excluam a doença. A suspeita deve ser alta em pacientes com fatores de risco metabólicos, mesmo na ausência de sintomas específicos. O tratamento da DHGM é multifacetado e foca na modificação do estilo de vida, incluindo dieta e exercícios físicos, para promover a perda de peso e o controle dos componentes da síndrome metabólica. Não há um tratamento farmacológico específico aprovado para a esteatose simples, mas medicamentos como a vitamina E e a pioglitazona podem ser considerados para pacientes com EHNA comprovada por biópsia. O prognóstico depende do estágio da doença, sendo a detecção precoce e a intervenção nos fatores de risco essenciais para prevenir a progressão para estágios mais avançados de doença hepática.

Perguntas Frequentes

Quais são os exames iniciais recomendados para rastrear a DHGM?

Para o rastreamento inicial da Doença Hepática Gordurosa Metabólica (DHGM), são recomendados a ultrassonografia de abdômen, que detecta a esteatose, e a dosagem de aminotransferases séricas (ALT e AST), que podem indicar lesão hepatocelular.

Por que a ultrassonografia é um exame importante no diagnóstico de DHGM?

A ultrassonografia é um exame não invasivo, amplamente disponível e de baixo custo, que permite identificar a presença de gordura no fígado (esteatose hepática) com boa sensibilidade, sendo a primeira linha para a detecção da DHGM.

A dosagem de aminotransferases séricas é suficiente para diagnosticar DHGM?

Não, a dosagem de aminotransferases séricas isoladamente não é suficiente para o diagnóstico definitivo de DHGM. Ela é um indicador de lesão hepatocelular e inflamação, mas a esteatose precisa ser confirmada por imagem (como ultrassonografia) ou biópsia, e outras causas de doença hepática devem ser excluídas.

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