UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
Escolar com sintomas sugestivos de doença celíaca terá confirmação diagnóstica sem biópsia duodenal se os exames laboratoriais evidenciarem:
Doença celíaca sem biópsia (criança): IgA tTG >10x + EMA positivo + HLA DQ2/DQ8.
Em crianças sintomáticas, a confirmação de doença celíaca pode ser feita sem biópsia se houver níveis de IgA antitransglutaminase tecidual (tTG) > 10 vezes o limite superior da normalidade, associado a antiendomísio (EMA) positivo e presença de HLA DQ2 ou DQ8.
A doença celíaca é uma enteropatia autoimune desencadeada pela ingestão de glúten em indivíduos geneticamente predispostos. Afeta principalmente o intestino delgado, levando à má absorção de nutrientes. Sua prevalência tem aumentado, e o diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações a longo prazo. O diagnóstico da doença celíaca envolve uma combinação de achados clínicos, sorológicos e histopatológicos. Em crianças sintomáticas, a Sociedade Europeia de Gastroenterologia Pediátrica, Hepatologia e Nutrição (ESPGHAN) estabeleceu critérios que permitem o diagnóstico sem biópsia duodenal em casos específicos, como níveis muito elevados de IgA antitransglutaminase tecidual (>10x o valor normal), antiendomísio positivo e presença de HLA DQ2 ou DQ8. O tratamento consiste na adesão rigorosa a uma dieta isenta de glúten por toda a vida. A educação do paciente e da família é fundamental para o sucesso terapêutico. Acompanhamento regular com equipe multidisciplinar é recomendado para monitorar a adesão à dieta, a recuperação da mucosa intestinal e a detecção de possíveis complicações.
O diagnóstico de doença celíaca em crianças sintomáticas pode ser feito sem biópsia se o nível de IgA antitransglutaminase tecidual for > 10 vezes o limite superior da normalidade, com antiendomísio IgA positivo e presença de HLA DQ2 ou DQ8.
A presença dos alelos HLA DQ2 ou DQ8 é necessária para o desenvolvimento da doença celíaca, embora não seja diagnóstica por si só. Sua ausência praticamente exclui a doença, sendo um marcador de predisposição genética.
A biópsia duodenal permite a avaliação histopatológica das vilosidades intestinais, confirmando a atrofia vilosa, hiperplasia de criptas e aumento de linfócitos intraepiteliais, que são achados característicos da doença celíaca.
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