Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2025
Doença celíaca (DC) é uma enteropatia crônica do intestino delgado, de caráter autoimune, desencadeada pela exposição ao glúten. Para realizar o diagnóstico definitivo será necessário realizar:
Diagnóstico definitivo DC → Sorologia (anti-tTG IgA, anti-EMA IgA) + EDA com biópsia duodenal (atrofia vilositária).
O diagnóstico definitivo da doença celíaca requer a combinação de testes sorológicos específicos, como os anticorpos antitransglutaminase (anti-tTG) e antiendomísio (anti-EMA) da classe IgA, e a confirmação histopatológica através de biópsia do intestino delgado obtida por endoscopia digestiva alta, que revela a atrofia das vilosidades.
A doença celíaca (DC) é uma enteropatia crônica autoimune do intestino delgado, desencadeada pela ingestão de glúten em indivíduos geneticamente predispostos. Sua prevalência tem aumentado globalmente, tornando seu diagnóstico e manejo um tópico relevante na prática clínica e em provas de residência. A compreensão dos critérios diagnósticos é fundamental para evitar complicações a longo prazo, como desnutrição, osteoporose e linfoma intestinal. O diagnóstico da doença celíaca é estabelecido pela combinação de testes sorológicos e histopatologia. Os anticorpos antitransglutaminase tecidual (anti-tTG) IgA e antiendomísio (anti-EMA) IgA são os marcadores sorológicos mais sensíveis e específicos. Em pacientes com deficiência de IgA, deve-se pesquisar anti-tTG IgG ou anticorpos anti-peptídeos de gliadina deaminados (DGP) IgG. A confirmação histopatológica é obtida por meio de biópsias do intestino delgado (duodeno distal), realizadas durante uma endoscopia digestiva alta (EDA), que revelam atrofia das vilosidades, hiperplasia das criptas e aumento de linfócitos intraepiteliais, classificadas pela escala de Marsh. Uma vez diagnosticada, o tratamento principal da doença celíaca é a adesão rigorosa a uma dieta isenta de glúten por toda a vida. O acompanhamento nutricional é essencial para garantir a adequação da dieta e prevenir deficiências. A melhora clínica e histológica é esperada com a dieta, mas a persistência dos sintomas ou a não recuperação da mucosa intestinal deve levantar a suspeita de doença celíaca refratária ou outras condições associadas.
Os principais exames sorológicos para doença celíaca são os anticorpos antitransglutaminase tecidual (anti-tTG) e antiendomísio (anti-EMA), ambos da classe IgA. Em casos de deficiência de IgA, pode-se usar anti-tTG IgG ou DGP IgG.
A biópsia do intestino delgado é fundamental para confirmar o diagnóstico de doença celíaca, pois permite identificar as alterações histopatológicas características, como atrofia das vilosidades, hiperplasia das criptas e aumento de linfócitos intraepiteliais, que são essenciais para o estadiamento e manejo.
A endoscopia digestiva alta (EDA) é crucial para visualizar a mucosa duodenal e obter múltiplas biópsias de diferentes segmentos do intestino delgado, permitindo a análise histopatológica e a classificação das lesões de acordo com a escala de Marsh.
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