Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
Homem de 57 anos deu entrada no pronto-socorro com dor abdominal do lado esquerdo há 5 dias, acompanhada de náuseas, vômitos e diarreia. É incapaz de comer normalmente em casa e apresenta dor à palpação em fossa ilíaca esquerda dolorosa com descompressão brusca negativa e leucometria de 14.000/mm³. Nunca teve um episódio semelhante. A conduta adequada é
Suspeita de diverticulite aguda → TC de abdome e pelve é o padrão-ouro para diagnóstico e estadiamento.
Em um paciente com quadro clínico sugestivo de diverticulite aguda (dor em fossa ilíaca esquerda, febre, leucocitose, náuseas), a tomografia computadorizada de abdome e pelve é o exame de imagem de escolha. Ela permite confirmar o diagnóstico, avaliar a gravidade (presença de abscesso, perfuração) e guiar a conduta, diferenciando casos complicados de não complicados.
A diverticulite aguda é uma condição comum, especialmente em indivíduos acima de 40 anos, caracterizada pela inflamação ou infecção de um ou mais divertículos colônicos, geralmente no cólon sigmoide. A prevalência aumenta com a idade e está associada a fatores como dieta pobre em fibras e obesidade. É uma causa frequente de dor abdominal aguda, sendo importante para o residente saber reconhecer e manejar. A fisiopatologia envolve a obstrução do colo do divertículo por fecalito ou hiperplasia linfóide, levando à inflamação, isquemia e, potencialmente, microperfuração. Os sintomas típicos incluem dor em fossa ilíaca esquerda (o "apendicite do lado esquerdo"), febre, náuseas, vômitos e leucocitose. O exame físico pode revelar dor à palpação e massa palpável, mas a descompressão brusca pode ser negativa em casos não complicados. O diagnóstico definitivo da diverticulite aguda é feito por tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve. A TC não só confirma a presença de diverticulite (espessamento da parede do cólon, inflamação da gordura pericólica, divertículos), mas também é crucial para identificar complicações como abscessos, fístulas ou perfurações, que exigem condutas específicas. O tratamento varia desde manejo conservador com antibióticos e dieta em casos não complicados, até drenagem percutânea de abscessos ou cirurgia em casos complicados. A colonoscopia é contraindicada na fase aguda devido ao risco de perfuração, sendo reservada para após a resolução do quadro para excluir malignidade.
Os sintomas clássicos da diverticulite aguda incluem dor abdominal no quadrante inferior esquerdo, febre, náuseas, vômitos e alterações do hábito intestinal, como diarreia ou constipação.
A tomografia computadorizada de abdome e pelve é o padrão-ouro porque oferece alta sensibilidade e especificidade para confirmar o diagnóstico, identificar complicações como abscessos ou perfurações, e estadiar a doença, guiando a conduta terapêutica.
A colonoscopia é contraindicada na fase aguda da diverticulite devido ao risco de perfuração do cólon inflamado. Deve ser realizada 6 a 8 semanas após a resolução do quadro agudo para excluir neoplasias.
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