UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023
O diagnóstico da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é eminentemente de exclusão, sendo necessário afastar as afecções que podem ter as mesmas manifestações clínicas. Para isso, usam-se as seguintes dosagens hormonais para o diagnóstico diferencial de SOP, EXCETO:
SOP: FSH e LH são para diagnóstico, não exclusão de diferenciais como CAH, hiperprolactinemia ou Cushing.
O diagnóstico de SOP é de exclusão, exigindo a investigação de outras causas de hiperandrogenismo e irregularidade menstrual. Dosagens como TSH, prolactina, 17-OH-progesterona, testosterona total e cortisol são cruciais para afastar condições como hipotireoidismo, hiperprolactinemia, hiperplasia adrenal congênita não clássica, tumores secretores de andrógenos e síndrome de Cushing, respectivamente.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma endocrinopatia comum que afeta mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por hiperandrogenismo, disfunção ovulatória e ovários policísticos à ultrassonografia. Seu diagnóstico é de exclusão, o que significa que outras condições com manifestações clínicas semelhantes devem ser afastadas antes de confirmar a SOP. A prevalência varia, mas é uma das principais causas de infertilidade e irregularidade menstrual. A fisiopatologia da SOP envolve uma complexa interação de fatores genéticos e ambientais, resultando em resistência à insulina, hiperinsulinemia compensatória e disfunção do eixo hipotálamo-hipófise-ovário, levando ao aumento da produção de andrógenos. Para o diagnóstico diferencial, é crucial dosar TSH (para hipotireoidismo), prolactina (para hiperprolactinemia), 17-OH-progesterona (para hiperplasia adrenal congênita não clássica), testosterona total (para tumores secretores de andrógenos) e cortisol (para síndrome de Cushing). A relação FSH/LH pode estar alterada na SOP, mas esses hormônios não são primariamente para exclusão de outras patologias. O tratamento da SOP é individualizado e focado nos sintomas predominantes, como irregularidade menstrual, hirsutismo, acne e infertilidade. Inclui mudanças no estilo de vida, contraceptivos orais combinados, antiandrogênios e sensibilizadores de insulina. A exclusão cuidadosa de outras condições é vital para garantir que a paciente receba o tratamento adequado e evitar atrasos no manejo de patologias mais graves.
Devem ser excluídas hiperplasia adrenal congênita não clássica, tumores secretores de andrógenos, síndrome de Cushing, hiperprolactinemia e disfunção tireoidiana, pois mimetizam os sintomas da SOP.
FSH e LH são usados para avaliar a função ovariana e a relação LH/FSH pode ser alterada na SOP, mas não servem para excluir outras patologias que causam hiperandrogenismo ou irregularidade menstrual.
A dosagem de 17-OH-progesterona é fundamental para excluir a hiperplasia adrenal congênita não clássica, uma condição que pode apresentar sintomas semelhantes aos da SOP, como hirsutismo e irregularidade menstrual.
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