UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025
A notificação da sífilis e da sífilis congênita obedece à normativa vigente que define a Lista Nacional e Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território nacional e tem como base a Portaria de Consolidação nº 204, de 17 de fevereiro de 2016. Em relação a essa infecção NÃO PODEMOS afirmar que:
Diagnóstico diferencial sífilis tardia ≠ sífilis recente; acompanhamento tratamento sífilis = testes não treponêmicos.
O diagnóstico diferencial da sífilis varia conforme a fase da doença. Enquanto a sífilis recente (primária e secundária) apresenta lesões cutâneas e mucosas que podem mimetizar diversas dermatoses, a sífilis tardia (terciária) manifesta-se com gomas, neurosífilis e sífilis cardiovascular, exigindo diferenciação com outras condições granulomatosas ou degenerativas.
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pelo Treponema pallidum, com crescente recrudescimento global devido a fatores sociais e comportamentais. Sua importância clínica reside na capacidade de mimetizar diversas outras doenças e nas graves consequências da sífilis congênita, tornando o diagnóstico e tratamento precoces fundamentais. A notificação compulsória é essencial para a vigilância epidemiológica. A doença evolui em fases (primária, secundária, latente e terciária), cada uma com manifestações clínicas e diagnósticos diferenciais distintos. A sífilis recente (primária e secundária) é altamente infecciosa e tem o maior potencial de transmissão vertical. O diagnóstico baseia-se em testes treponêmicos (confirmatórios) e não treponêmicos (monitoramento de atividade e tratamento). O tratamento padrão é com penicilina benzatina, e o controle de cura é feito com testes não treponêmicos, buscando a queda progressiva dos títulos. A falha terapêutica ou reinfecção deve ser investigada em casos de não redução adequada dos títulos. A prevenção da sífilis congênita depende do rastreamento universal e tratamento adequado de gestantes e seus parceiros.
A sífilis tardia, ou terciária, pode apresentar gomas (lesões granulomatosas), sífilis cardiovascular (aneurisma de aorta) e neurosífilis. Seus diferenciais incluem outras doenças granulomatosas crônicas, tumores, doenças autoimunes e outras causas de aneurismas ou síndromes neurológicas.
O controle de tratamento da sífilis é realizado com testes não treponêmicos (VDRL, RPR). Espera-se uma queda de pelo menos duas diluições em três meses e quatro diluições em seis a doze meses, ou a negativação/estabilização em baixas diluições.
A sífilis recente (primária e secundária) é a fase de maior risco para transmissão vertical do Treponema pallidum para o feto, podendo ocorrer em até 80% dos casos. O diagnóstico e tratamento precoces na gestação são cruciais para prevenir a sífilis congênita.
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