UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023
Multípara, 35 anos de idade, com 5 partos normais anteriores, 31 semanas de gestação. Relata que apresentou vários episódios de pequeno sangramento vaginal vermelho vivo desde o sexto mês de gestação. Exame físico: hipocorada 1+/4, PA= 90/60 mmhg, pulso =71 ppm, tônus uterino normal, dinâmica uterina ausente, contorno uterino normal, batimentos cardíacos fetais=145 bpm, presença de sangramento uterino ativo em pequena quantidade, colo grosso, posterior impérvio. Considerando o quadro clínico, a principal hipótese diagnóstica e sua respectiva conduta mais adequada são:
Sangramento vaginal vermelho vivo, indolor, recorrente em 3º trimestre → placenta prévia.
O quadro clínico de sangramento vaginal vermelho vivo, indolor, recorrente, com tônus uterino normal e ausência de dinâmica uterina no terceiro trimestre da gestação, é altamente sugestivo de placenta prévia. A conduta inicial inclui a confirmação diagnóstica por ultrassonografia, monitoramento da anemia materna e avaliação da vitalidade fetal.
O sangramento vaginal no terceiro trimestre da gestação é uma emergência obstétrica que exige avaliação rápida e precisa para determinar a causa e instituir a conduta adequada. As principais causas incluem placenta prévia, descolamento prematuro de placenta (DPP) e rotura uterina, cada uma com características clínicas distintas. No caso apresentado, a gestante multípara com 31 semanas, sangramento vaginal vermelho vivo, indolor, recorrente desde o sexto mês, tônus uterino normal e BCF normal, aponta fortemente para placenta prévia. A placenta prévia ocorre quando a placenta se insere total ou parcialmente no segmento inferior do útero, cobrindo ou estando muito próxima do orifício interno do colo. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia transvaginal. A conduta na placenta prévia envolve monitoramento materno (controle da anemia, estabilidade hemodinâmica) e fetal (vitalidade fetal), além de repouso pélvico. O toque vaginal é contraindicado até que a placenta prévia seja excluída por ultrassonografia, devido ao risco de desencadear hemorragia maciça. A via de parto dependerá do tipo de placenta prévia e da quantidade de sangramento, sendo a cesariana frequentemente indicada para placenta prévia total ou parcial.
Os sinais clássicos de placenta prévia incluem sangramento vaginal vermelho vivo, indolor, recorrente, geralmente no segundo ou terceiro trimestre, sem hipertonia uterina ou sofrimento fetal agudo.
A placenta prévia causa sangramento indolor e vermelho vivo, enquanto o DPP se manifesta com dor abdominal intensa, sangramento escuro e hipertonia uterina, muitas vezes acompanhado de sofrimento fetal.
A conduta inicial inclui solicitar ultrassonografia obstétrica para confirmar o diagnóstico e localizar a placenta, fazer controle da anemia materna e monitorar a vitalidade fetal. O toque vaginal é contraindicado até a exclusão de placenta prévia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo