TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2023
A conjuntivite é a inflamação da membrana mucosa que reveste a superfície do globo ocular e o interior das pálpebras. Pode ser aguda ou crônica. A maioria dos casos é causada por infecção viral ou bacteriana (incluindo gonocócica e clamídia). A esse respeito, numere a COLUNA I de acordo com a COLUNA II, fazendo a relação entre os possíveis diagnósticos diferenciais e suas manifestações. COLUNA I
Olho vermelho + Midríase média + PIO ↑ = Glaucoma; Miose + Dor + Tyndall = Uveíte.
O diagnóstico diferencial do olho vermelho exige avaliação da dor, acuidade visual e reflexos pupilares para distinguir causas benignas de emergências oftalmológicas.
O manejo do olho vermelho é uma competência essencial na medicina de emergência e atenção primária. A diferenciação entre conjuntivite (geralmente autolimitada) e condições como glaucoma agudo, uveíte e ceratite é vital para prevenir cegueira. O glaucoma agudo é uma emergência médica caracterizada por bloqueio do escoamento do humor aquoso, levando a dor excruciante e náuseas. A uveíte anterior envolve inflamação do trato uveal e requer corticoterapia tópica e midriáticos. Este contexto educacional foca na semiologia oftalmológica básica: inspeção da conjuntiva, transparência da córnea e reatividade pupilar. Entender que a conjuntivite preserva a acuidade visual e não causa dor profunda é o primeiro passo para o diagnóstico correto.
No glaucoma agudo de ângulo fechado, a pupila apresenta-se em midríase média paralítica (resposta pobre à luz) e a pressão intraocular está severamente elevada. Já na uveíte anterior aguda, observa-se frequentemente miose (devido ao espasmo do esfíncter pupilar), fenômeno de Tyndall na câmara anterior e dor ocular significativa, mas a pressão intraocular costuma estar normal ou reduzida, exceto em casos de glaucoma secundário.
Sinais de alerta que sugerem patologias graves incluem dor ocular intensa, redução importante da acuidade visual, fotofobia verdadeira, edema de córnea, irregularidades pupilares (miose ou midríase fixa) e hiperemia pericerática (ao redor do limbo). A presença desses sinais deve afastar o diagnóstico de conjuntivite simples e motivar avaliação oftalmológica imediata.
A conjuntivite bacteriana tipicamente apresenta secreção purulenta ou mucopurulenta abundante, com pálpebras grudadas ao acordar. A conjuntivite viral geralmente manifesta-se com secreção aquosa ou serosa, frequentemente acompanhada de folículos na conjuntiva tarsal e linfonodo pré-auricular palpável e doloroso.
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