Leucorreias: Guia Completo de Diagnóstico Diferencial

HCV - Hospital da Cruz Vermelha Brasileira (PR) — Prova 2015

Enunciado

Quanto aos sintomas e sinais das diversas Leucorréias, correlacione as duas listas: 1. Vaginose Bacteriana; 2. Irritantes externos; 3. Vaginite atrófica; 4. Trichomoníase; 5. Candidíase. (  ) Com prurido e com odor. Inicia após relação sexual sem preservativo. Hiperemia de colo. Fluxo amarelado; (  ) Sem prurido ou odor. Hiperemia e inchaço leve, principalmente quando faz higiene com sabonete especial; (  ) Com prurido e sem odor. Hiperemia e edema. Ardência na relação sexual. Fluxo branco aderido às paredes e pH menor que 4,5; (  ) Sem prurido e com odor que aumenta após relação sexual. Leucorréia branca ou amarelada e pH maior que 4,5; (  ) Sem prurido e sem odor. Desconforto ou dor na relação sexual. Leucorreia de pequeno volume e pH maior que 4,5. Assinale a alternativa que contem a ordem correta dessa correlação:

Alternativas

  1. A) 1, 3, 4, 5, 2.
  2. B) 2, 4, 1, 3, 5.
  3. C) 3, 5, 2, 4, 1.
  4. D) 4, 2, 5, 1, 3.
  5. E) 5, 1, 3, 2, 4.

Pérola Clínica

Leucorreias: Tricomoníase (prurido, odor, amarelado, pós-coito); Vaginose Bacteriana (odor pós-coito, pH > 4,5); Candidíase (prurido, branco aderido, pH < 4,5).

Resumo-Chave

A diferenciação das leucorreias é crucial e baseia-se na combinação de sintomas (prurido, odor, ardência), sinais (aspecto do fluxo, hiperemia, edema) e achados laboratoriais simples como o pH vaginal. A história clínica detalhada, incluindo hábitos de higiene e atividade sexual, complementa o diagnóstico.

Contexto Educacional

O diagnóstico diferencial das leucorreias é um tema recorrente em provas de residência e fundamental na prática clínica ginecológica. As leucorreias são queixas comuns que afetam a qualidade de vida das mulheres, e a identificação correta do agente etiológico é essencial para um tratamento eficaz e para evitar recorrências. Condições como vaginose bacteriana, candidíase e tricomoníase representam a maioria dos casos, mas irritantes externos e vaginite atrófica também devem ser considerados. A fisiopatologia de cada tipo de leucorreia envolve desequilíbrios da microbiota vaginal, infecções por protozoários ou fungos, ou alterações hormonais. A anamnese detalhada, incluindo história sexual, uso de medicamentos e hábitos de higiene, é o primeiro passo. O exame físico com inspeção da vulva, vagina e colo, juntamente com a avaliação do pH vaginal e o teste das aminas (whiff test), são ferramentas diagnósticas rápidas e acessíveis. Em alguns casos, a microscopia do conteúdo vaginal (exame a fresco) pode confirmar o diagnóstico. O tratamento varia conforme a etiologia, desde antibióticos para vaginose e tricomoníase, antifúngicos para candidíase, até estrogênio tópico para vaginite atrófica. O manejo adequado não só alivia os sintomas, mas também previne complicações e melhora a saúde sexual e reprodutiva da paciente. Residentes devem dominar a correlação entre os achados clínicos e laboratoriais para uma abordagem diagnóstica e terapêutica assertiva.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da tricomoníase?

A tricomoníase geralmente se apresenta com prurido e odor vaginal, fluxo amarelado ou esverdeado, bolhoso, que pode piorar após a relação sexual. A hiperemia do colo uterino (colo em framboesa) é um sinal clássico.

Como diferenciar vaginose bacteriana de candidíase vaginal?

A vaginose bacteriana é caracterizada por odor fétido (peixe), especialmente após o coito, fluxo branco-acinzentado e pH vaginal > 4,5. A candidíase, por sua vez, cursa com prurido intenso, fluxo branco espesso e aderido (coalhada), e pH vaginal < 4,5.

Qual a importância do pH vaginal no diagnóstico das leucorreias?

O pH vaginal é um indicador crucial: pH < 4,5 sugere candidíase, enquanto pH > 4,5 é comum na vaginose bacteriana e tricomoníase. Isso ajuda a direcionar a investigação e o tratamento, embora não seja o único critério diagnóstico.

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