Lesões Hepáticas Benignas: Diagnóstico Diferencial por Imagem

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2025

Enunciado

Sobre o diagnóstico diferencial das lesões hepáticas benignas, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Hemangiomas são as lesões mais raras.
  2. B) Adenomas apresentam componente gorduroso na ressonância magnética.
  3. C) Adenomas apresentam cicatriz central nos exames de imagem.
  4. D) Hiperplasia nodular focal apresenta comportamento hipovascular nos exames contrastados.
  5. E) Sempre é necessária a realização de biópsia para chegar ao diagnóstico.

Pérola Clínica

Adenomas hepáticos podem apresentar componente gorduroso na RM; HNF tem cicatriz central e comportamento hipervascular.

Resumo-Chave

O diagnóstico diferencial das lesões hepáticas benignas é crucial e frequentemente baseado em características de imagem. Adenomas, por exemplo, podem ter gordura e são importantes devido ao risco de sangramento e transformação maligna, enquanto a hiperplasia nodular focal é tipicamente hipervascular com cicatriz central.

Contexto Educacional

O diagnóstico diferencial das lesões hepáticas benignas é um desafio comum na prática clínica e um tópico frequente em provas de residência. As lesões mais comuns incluem hemangiomas, hiperplasia nodular focal (HNF) e adenomas. A prevalência varia, sendo os hemangiomas as lesões benignas mais comuns, seguidos pela HNF e adenomas, que são mais raros, mas clinicamente mais relevantes devido aos riscos associados. O conhecimento das características de imagem é fundamental para a conduta adequada, evitando biópsias desnecessárias ou atrasos no diagnóstico de condições mais graves. A ressonância magnética (RM) é o método de imagem de escolha para a caracterização dessas lesões. Hemangiomas tipicamente apresentam realce nodular periférico e progressivo, com preenchimento completo em fases tardias. A HNF é caracterizada pela presença de uma cicatriz central e um padrão de realce arterial hipervascular, com lavagem rápida e isointensidade na fase portal. Já os adenomas podem ser mais heterogêneos, com a presença de gordura e/ou hemorragia, e não possuem cicatriz central. A identificação de gordura no adenoma é um achado importante que ajuda a diferenciá-lo de outras lesões. A conduta para lesões hepáticas benignas depende do tipo e tamanho da lesão, bem como dos sintomas. Hemangiomas e HNF geralmente não requerem tratamento, apenas acompanhamento. Adenomas, no entanto, podem exigir ressecção cirúrgica devido ao risco de sangramento e transformação maligna, especialmente em lesões maiores que 5 cm ou em mulheres em uso de contraceptivos orais. A biópsia é reservada para casos em que os exames de imagem são inconclusivos ou há alta suspeita de malignidade.

Perguntas Frequentes

Quais são as características de imagem do adenoma hepático?

O adenoma hepático pode apresentar componente gorduroso na ressonância magnética, não possui cicatriz central e pode ser heterogêneo. É importante devido ao risco de sangramento e potencial de transformação maligna.

Como diferenciar hiperplasia nodular focal (HNF) de outras lesões hepáticas?

A HNF classicamente apresenta uma cicatriz central hiperintensa em T2 na ressonância magnética e um padrão de realce hipervascular nos exames contrastados, com preenchimento centrípeto e persistência do contraste na cicatriz.

Quando a biópsia hepática é necessária para lesões benignas?

A biópsia nem sempre é necessária para lesões hepáticas benignas, especialmente se as características de imagem forem típicas de hemangioma ou HNF. É mais indicada em casos atípicos, lesões grandes ou com rápido crescimento, ou quando há suspeita de malignidade.

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