UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2025
Sobre o diagnóstico diferencial das lesões hepáticas benignas, é correto afirmar:
Adenomas hepáticos podem apresentar componente gorduroso na RM; HNF tem cicatriz central e comportamento hipervascular.
O diagnóstico diferencial das lesões hepáticas benignas é crucial e frequentemente baseado em características de imagem. Adenomas, por exemplo, podem ter gordura e são importantes devido ao risco de sangramento e transformação maligna, enquanto a hiperplasia nodular focal é tipicamente hipervascular com cicatriz central.
O diagnóstico diferencial das lesões hepáticas benignas é um desafio comum na prática clínica e um tópico frequente em provas de residência. As lesões mais comuns incluem hemangiomas, hiperplasia nodular focal (HNF) e adenomas. A prevalência varia, sendo os hemangiomas as lesões benignas mais comuns, seguidos pela HNF e adenomas, que são mais raros, mas clinicamente mais relevantes devido aos riscos associados. O conhecimento das características de imagem é fundamental para a conduta adequada, evitando biópsias desnecessárias ou atrasos no diagnóstico de condições mais graves. A ressonância magnética (RM) é o método de imagem de escolha para a caracterização dessas lesões. Hemangiomas tipicamente apresentam realce nodular periférico e progressivo, com preenchimento completo em fases tardias. A HNF é caracterizada pela presença de uma cicatriz central e um padrão de realce arterial hipervascular, com lavagem rápida e isointensidade na fase portal. Já os adenomas podem ser mais heterogêneos, com a presença de gordura e/ou hemorragia, e não possuem cicatriz central. A identificação de gordura no adenoma é um achado importante que ajuda a diferenciá-lo de outras lesões. A conduta para lesões hepáticas benignas depende do tipo e tamanho da lesão, bem como dos sintomas. Hemangiomas e HNF geralmente não requerem tratamento, apenas acompanhamento. Adenomas, no entanto, podem exigir ressecção cirúrgica devido ao risco de sangramento e transformação maligna, especialmente em lesões maiores que 5 cm ou em mulheres em uso de contraceptivos orais. A biópsia é reservada para casos em que os exames de imagem são inconclusivos ou há alta suspeita de malignidade.
O adenoma hepático pode apresentar componente gorduroso na ressonância magnética, não possui cicatriz central e pode ser heterogêneo. É importante devido ao risco de sangramento e potencial de transformação maligna.
A HNF classicamente apresenta uma cicatriz central hiperintensa em T2 na ressonância magnética e um padrão de realce hipervascular nos exames contrastados, com preenchimento centrípeto e persistência do contraste na cicatriz.
A biópsia nem sempre é necessária para lesões hepáticas benignas, especialmente se as características de imagem forem típicas de hemangioma ou HNF. É mais indicada em casos atípicos, lesões grandes ou com rápido crescimento, ou quando há suspeita de malignidade.
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