FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2024
As leishmanioses são enfermidades causadas por várias espécies de protozoários digenéticos do gênero Leishmania, que acometem o homem e diferentes espécies de animais silvestres e domésticos. Amplamente distribuída em todo o mundo, a leishmaniose tegumentar também é encontrada no continente americano, onde é chamada de Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA). No Brasil, as regiões Norte e Nordeste são onde se concentra o maior número de casos dessa doença. A respeito dessa doença, é CORRETO afirmar:
LTA cutânea: DD inclui esporotricose, cromomicose, paracoccidioidomicose e úlceras inespecíficas.
A Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) cutânea possui um amplo diagnóstico diferencial devido à sua apresentação polimórfica, que pode mimetizar outras doenças infecciosas fúngicas ou condições dermatológicas não infecciosas. A reação de Montenegro, embora útil, indica contato prévio e não confirma diagnóstico ativo.
A Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) é uma doença parasitária de grande relevância no Brasil, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, causada por protozoários do gênero Leishmania. Sua apresentação clínica é variada, sendo a forma cutânea a mais comum, caracterizada por úlceras de bordas elevadas e fundo granuloso, que podem ser únicas ou múltiplas. O conhecimento de seu amplo espectro de manifestações é crucial para o diagnóstico precoce e manejo adequado. O diagnóstico da LTA baseia-se na epidemiologia, clínica e, principalmente, na demonstração do parasita. A biópsia e o esfregaço das lesões são métodos essenciais. O diagnóstico diferencial é vasto e inclui infecções fúngicas profundas como esporotricose, cromomicose e paracoccidioidomicose, além de úlceras de outras etiologias. A reação de Montenegro, embora útil para inquéritos epidemiológicos e como evidência de contato imune, não é confirmatória de doença ativa. O tratamento da LTA visa a eliminação do parasita e a cicatrização das lesões, prevenindo formas mais graves como a mucosa. Os antimonais pentavalentes são a primeira linha, mas outras opções como a anfotericina B e a pentamidina podem ser utilizadas. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a forma mucosa pode ser destrutiva e necessitar de abordagens mais agressivas.
Os principais diagnósticos diferenciais da LTA cutânea incluem esporotricose, cromomicose, paracoccidioidomicose, úlceras traumáticas, úlceras de estase e outras dermatoses infecciosas ou não infecciosas que causam lesões cutâneas ulceradas ou nodulares.
A confirmação diagnóstica da LTA é feita pela identificação do parasita (amastigotas) em esfregaços, biópsias ou culturas das lesões, ou por métodos moleculares como PCR. A sorologia e a intradermorreação de Montenegro são métodos auxiliares.
A reação de Montenegro (intradermorreação de Montenegro) traduz a resposta imune celular (hipersensibilidade retardada) ao parasita. Um resultado positivo indica contato prévio ou infecção passada por Leishmania, mas não diferencia infecção ativa de curada e não confirma o diagnóstico por si só.
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