HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2020
Relacione os diagnósticos diferencias e sua propedêutica complementar do hiperandrogenismo: 1. Hiperprolactinemia; 2. Disfunções tireoidianas; 3. Tumor de adrenal; 4. Hiperplasia adrenal congênita; 5. Tumor ovariano produtor de progesterona; [ ] Dosagem de TSH; [ ] Dosagem de sulfato de deidroepiantrosterona; [ ] Dosagem de testosterona livre ou total; [ ] Dosagem de prolactina; [ ] Dosagem de 17-alfa-hidroxi- androgênio; Está correta a afirmativa com a sequencia:
Hiperandrogenismo: TSH (tireoide), DHEA-S (adrenal), 17-OHP (HAC), Prolactina (hiperprolactinemia), Testosterona (ovário/adrenal).
A investigação do hiperandrogenismo exige uma propedêutica complementar direcionada à etiologia suspeita. Exames hormonais específicos, como TSH, DHEA-S, 17-OHP e prolactina, são cruciais para diferenciar causas adrenais, ovarianas, hipofisárias ou tireoidianas.
O hiperandrogenismo é uma condição comum na prática clínica, especialmente em mulheres, manifestando-se como hirsutismo, acne, alopecia e irregularidades menstruais. Seu diagnóstico diferencial é vasto, incluindo condições benignas como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), até causas mais graves como tumores adrenais ou ovarianos, e hiperplasia adrenal congênita (HAC) de início tardio. A correta identificação da etiologia é fundamental para um manejo adequado e para evitar complicações a longo prazo. A propedêutica complementar deve ser guiada pela suspeita clínica. A dosagem de TSH é essencial para excluir disfunções tireoidianas, que podem mimetizar ou exacerbar sintomas. A prolactina deve ser avaliada para hiperprolactinemia. Para causas adrenais, o sulfato de deidroepiantrosterona (DHEA-S) é um marcador importante, enquanto a 17-alfa-hidroxi-progesterona (17-OHP) é crucial para o diagnóstico de HAC. Níveis elevados de testosterona total e livre podem indicar tumores ovarianos ou adrenais, exigindo investigação por imagem. O tratamento do hiperandrogenismo depende da causa subjacente. Em casos de SOP, a abordagem inclui modificações de estilo de vida e anticoncepcionais orais. Tumores adrenais ou ovarianos exigem ressecção cirúrgica. A HAC é tratada com glicocorticoides. O manejo adequado não só alivia os sintomas, mas também previne complicações metabólicas e reprodutivas, sendo um tema recorrente em provas de residência.
A investigação inicial inclui testosterona total e livre, DHEA-S, 17-OHP, TSH e prolactina, dependendo da apresentação clínica e suspeita etiológica.
Níveis elevados de DHEA-S sugerem origem adrenal, enquanto testosterona muito elevada pode indicar tumor ovariano ou adrenal. A 17-OHP é chave para HAC.
A hiperprolactinemia pode inibir a pulsatilidade do GnRH, levando a disfunção ovariana e, em alguns casos, a um aumento relativo de androgênios, embora não seja uma causa direta comum de hiperandrogenismo grave.
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