HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2025
Médico atende na Unidade Básica de Saúde (UBS) um adolescente de 17 anos de idade com história de 4 dias de febre, cefaleia e mialgia, sem comorbidades. Ao exame físico: Bom estado geral, febril (temperatura de 38,5oC), desidratado, eupneico. Pressão arterial de 118 × 78 mmHg (em pé e deitado), frequência cardíaca de 90 bpm. Saturação de oxigênio 96%. Ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações. Abdome flácido, sem visceromegalias. Ausência de edema. Prova do laço negativa. O teste rápido NS1 para dengue está negativo. Além de prescrever antitérmicos e afastá-lo das atividades laborais, deve-se:
Adolescente febril com sintomas virais e NS1 dengue negativo → investigar COVID-19 (RT-PCR), hidratar VO, hemograma e notificar ambas as suspeitas.
Em um adolescente com febre, cefaleia e mialgia, mesmo com NS1 para dengue negativo (que pode ser falso negativo ou tardio), é crucial considerar o diagnóstico diferencial de COVID-19, especialmente em cenários epidemiológicos favoráveis. A hidratação oral é fundamental, e o hemograma auxilia na avaliação da gravidade e diferenciação.
O manejo de pacientes com febre aguda e sintomas inespecíficos em Unidades Básicas de Saúde (UBS) é um desafio constante, exigindo uma abordagem sistemática para o diagnóstico diferencial. Em adolescentes, condições como dengue e COVID-19 frequentemente se apresentam com febre, cefaleia e mialgia, tornando a distinção clínica difícil. A epidemiologia local e a história de exposição são cruciais para guiar a investigação. A dengue é uma arbovirose endêmica em muitas regiões, e o teste rápido NS1 é útil para detecção precoce. No entanto, sua sensibilidade diminui após o quinto dia de sintomas, e um resultado negativo não exclui a doença. A COVID-19, causada pelo SARS-CoV-2, também pode apresentar-se com sintomas semelhantes. O RT-PCR é o padrão-ouro para o diagnóstico de COVID-19. A avaliação do estado de hidratação e a solicitação de um hemograma são importantes para avaliar a gravidade e identificar sinais de alarme, como hemoconcentração ou plaquetopenia na dengue. A conduta inicial inclui medidas de suporte como antitérmicos e hidratação oral, fundamental para pacientes febris. A notificação compulsória de casos suspeitos de dengue e COVID-19 é essencial para a vigilância epidemiológica e controle de surtos. Mesmo com um teste NS1 negativo, a suspeita clínica de dengue deve ser mantida se houver contexto epidemiológico. A investigação para COVID-19 com RT-PCR é recomendada para confirmar ou excluir a infecção, permitindo o isolamento e manejo adequados, protegendo a saúde pública.
O teste NS1 é mais sensível nos primeiros 5 dias de sintomas. Após esse período, sua sensibilidade diminui, e um resultado negativo não exclui completamente a dengue, especialmente se houver alta suspeita clínica e epidemiológica.
Sintomas como febre, cefaleia e mialgia são comuns a diversas infecções virais, incluindo COVID-19. Em um cenário de circulação viral, é fundamental investigar SARS-CoV-2 para diagnóstico preciso, isolamento e manejo adequado, especialmente em adolescentes.
A hidratação oral é crucial para prevenir e tratar a desidratação, comum em pacientes febris devido à perda de líquidos pela febre e, em alguns casos, vômitos. É uma medida de suporte essencial para a recuperação e bem-estar do paciente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo