Exantemas Pediátricos: Diagnóstico Diferencial e Casos Clínicos

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2023

Enunciado

Qual das alternativas descreve CORRETAMENTE a sequência dos diagnósticos clínicos dos casos abaixo?I. _______________: Lactente de 10 meses com história de coriza há 3 dias associado a febre baixa. Evoluiu com edema bipalpebral com secreção purulenta, rash difuso, tipo queimadura com descamação principalmente em axilas, pescoço e ao redor da boca.II. _______________: Adolescente de 13 anos com linfonodomegalia suboccipital, cervical e retro auricular. Hiperemia de orofaringe sem placas e com lesão rósea em palato. Apresentou um rash cutâneo que começou na face, espalhando-se rapidamente pelo pescoço e tronco. O rash teve duração de apenas 1 dia e era pouco pruriginoso.III. _______________: Criança de 5 anos apresenta febre há 5 dias, dor de garganta, adenomegalia cervical dolorosa, exsudato esbranquiçado nas amigdalas. Rash micropapular, hiperemia difusa e pele áspera ao toque. Evolui com edema em torno dos olhos, sem alterações conjuntivais.IV. _______________: Menino de 5 anos, portador de Anemia Falciforme, com febre há 5 dias. Apresenta mancha avermelhada reticular por todo o corpo. Esse rash é mais intenso na face onde observa-se uma palidez perioral.

Alternativas

  1. A) I: Síndrome do Choque Tóxico Estreptocócico, II: Mononucleose Infecciosa, III: Escarlatina e IV: Rubéola.
  2. B) I: Síndrome do Choque Tóxico Estafilocócico, II: Rubéola, III: Doença de Kawasaki e IV: Eritema Infeccioso.
  3. C) I: Síndrome do Choque Tóxico Estreptocócico, II: Rubéola, III: Doença de Kawasaki e IV: Escarlatina.
  4. D) I: Síndrome do Choque Tóxico Estafilocócico, II: Mononucleose Infecciosa, III: Doença de Kawasaki e IV: Rubéola.
  5. E) I: Síndrome do Choque Tóxico Estafilocócico, II: Rubéola, III: Escarlatina e IV: Eritema Infeccioso.

Pérola Clínica

Exantemas pediátricos: SCTE (queimadura/descamação), Rubéola (linfonodos, rash rápido), Escarlatina (garganta, pele áspera), Eritema Infeccioso (face esbofeteada, reticular).

Resumo-Chave

O diagnóstico diferencial dos exantemas na infância é um desafio comum, exigindo atenção aos detalhes da apresentação clínica, como tipo de rash, localização, presença de febre, linfonodomegalia e outros sintomas associados. Condições como Síndrome do Choque Tóxico Estafilocócico, Rubéola, Escarlatina e Eritema Infeccioso possuem características distintas que permitem sua identificação.

Contexto Educacional

O diagnóstico diferencial de exantemas febris na infância é um pilar da pediatria, exigindo conhecimento aprofundado das manifestações clínicas de diversas doenças. Condições como Síndrome do Choque Tóxico Estafilocócico (STSS), Rubéola, Escarlatina e Eritema Infeccioso são frequentemente abordadas em provas de residência e na prática clínica. A epidemiologia dessas doenças varia, mas todas representam desafios diagnósticos devido à sobreposição de sintomas. A importância clínica reside na identificação precoce para instituir o tratamento adequado e prevenir complicações, além de controlar a disseminação em casos de doenças contagiosas. A fisiopatologia de cada exantema é distinta: a STSS é mediada por toxinas estafilocócicas; a Rubéola é uma infecção viral; a Escarlatina é causada por toxinas estreptocócicas; e o Eritema Infeccioso é uma infecção por Parvovírus B19. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história e exame físico detalhados. É crucial observar o tipo de rash (maculopapular, micropapular, vesicular, purpúrico), sua distribuição, a presença de descamação, a duração, e sintomas associados como febre, linfonodomegalia, faringite e alterações mucosas. A idade do paciente e o histórico vacinal também são informações valiosas para direcionar o diagnóstico. O tratamento é específico para cada condição: antibióticos para STSS e Escarlatina, e suporte para Rubéola e Eritema Infeccioso. O prognóstico geralmente é bom para a maioria dos exantemas virais, mas condições como STSS podem ser graves e exigir internação e terapia intensiva. Pontos de atenção incluem a identificação de sinais de gravidade, a profilaxia de contatos em doenças contagiosas e o manejo de complicações específicas, como as crises aplásicas em pacientes com anemia falciforme expostos ao Parvovírus B19. A compreensão aprofundada desses quadros é fundamental para a prática pediátrica segura e eficaz.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais características da Síndrome do Choque Tóxico Estafilocócico (STSS) em lactentes?

A STSS em lactentes pode apresentar febre, rash difuso tipo queimadura com descamação (especialmente em axilas, pescoço e ao redor da boca), edema bipalpebral com secreção purulenta e sinais de toxicidade sistêmica. É importante diferenciar da Síndrome da Pele Escaldada Estafilocócica (SSSS), que tem descamação mais proeminente e menos toxicidade sistêmica.

Como diferenciar Rubéola de outras doenças exantemáticas?

A Rubéola é caracterizada por linfonodomegalia suboccipital, cervical e retroauricular, além de um rash maculopapular que começa na face e se espalha rapidamente, durando apenas 1 a 3 dias e sendo pouco pruriginoso. A presença de manchas de Forchheimer no palato também é um achado característico.

Por que pacientes com Anemia Falciforme são mais suscetíveis a complicações do Eritema Infeccioso?

Pacientes com Anemia Falciforme são mais suscetíveis a complicações do Eritema Infeccioso (causado pelo Parvovírus B19) porque o vírus tem tropismo por precursores eritroides, podendo causar aplasia medular transitória e desencadear crises aplásicas graves, com queda acentuada dos níveis de hemoglobina.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo