UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025
O infarto agudo do miocárdio (IAM) é uma emergência médica caracterizada por isquemia miocárdica prolongada, levando à necrose tecidual. No entanto, há condições clínicas que podem simular sintomas de IAM e precisam ser consideradas no diagnóstico diferencial. Com base nas possíveis causas de dor torácica similares ao IAM, assinale a alternativa CORRETA:
Dor torácica pleurítica + dispneia + taquicardia/hipotensão = suspeitar TEP; Dissecção aorta = dor lancinante súbita; Pericardite = dor que melhora ao sentar/inclinar.
O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma causa importante de dor torácica no diagnóstico diferencial do IAM, apresentando-se frequentemente com dor pleurítica, dispneia e taquicardia, podendo evoluir para hipotensão em casos graves. É crucial diferenciá-lo de outras condições como dissecção de aorta e pericardite.
A dor torácica é um sintoma comum e desafiador na emergência, exigindo uma avaliação rápida e precisa para diferenciar condições benignas de emergências com risco de vida, como o infarto agudo do miocárdio (IAM). O diagnóstico diferencial é vasto e inclui causas cardíacas, pulmonares, gastrointestinais e musculoesqueléticas. Entre as causas graves que mimetizam o IAM, destacam-se a dissecção aguda da aorta, o tromboembolismo pulmonar (TEP) e a pericardite aguda. A dissecção da aorta apresenta dor súbita, intensa e lancinante, com irradiação clássica para as costas. A pericardite aguda cursa com dor pleurítica que piora com a inspiração e decúbito, aliviando-se ao sentar e inclinar-se para frente. O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma condição grave que pode causar dor torácica pleurítica, dispneia súbita, taquicardia e, em casos de TEP maciço, hipotensão e choque. A suspeita clínica é crucial, especialmente em pacientes com fatores de risco para trombose. O espasmo esofágico, embora menos grave, também pode simular dor anginosa, respondendo inclusive a nitratos. A anamnese detalhada, exame físico e exames complementares são essenciais para o diagnóstico correto e manejo adequado.
A dor na dissecção aguda da aorta é tipicamente súbita, de forte intensidade, lancinante ou em rasgadura, e pode irradiar para as costas ou abdome, sendo uma emergência médica.
A dor da pericardite aguda é geralmente pleurítica, piora com a inspiração profunda e o decúbito dorsal, e melhora ao sentar e inclinar-se para frente, ao contrário da dor isquêmica que piora com o esforço.
O TEP pode causar dor torácica pleurítica, dispneia súbita, taquicardia, tosse e, em casos de TEP maciço, hipotensão e choque. A presença de fatores de risco para trombose é importante.
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