HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2020
Mulher de 25 anos, usuária de anticoncepcional oral regularmente, deu entrada no pronto-socorro com queixa de dor em fossa ilíaca direita há 3 dias, progressiva, de forte intensidade no momento. No exame físico, apresenta-se afebril, com dor à descompressão brusca abdominal (Blumberg +). O diagnóstico menos provável nesse caso é:
Mulher jovem, dor FID, Blumberg +, ACO regular → Gravidez ectópica é menos provável.
Em uma mulher jovem com dor em fossa ilíaca direita e Blumberg positivo, o diagnóstico diferencial inclui apendicite, torção de ovário e DIP. O uso regular de anticoncepcional oral, embora não elimine completamente, reduz significativamente a probabilidade de gravidez, tornando a gravidez ectópica a opção menos provável entre as listadas.
A dor em fossa ilíaca direita (FID) em mulheres jovens é um desafio diagnóstico comum na emergência, exigindo uma abordagem sistemática devido à ampla gama de causas, que podem ser cirúrgicas, ginecológicas ou urológicas. A importância clínica reside na necessidade de identificar rapidamente condições que requerem intervenção urgente, como apendicite aguda, torção de ovário ou gravidez ectópica rota, para evitar morbidade e mortalidade significativas. O diagnóstico diferencial da dor em FID inclui apendicite aguda (a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico), torção de ovário (com dor súbita e intensa), doença inflamatória pélvica (DIP, frequentemente associada a corrimento e febre), e gravidez ectópica (especialmente se houver atraso menstrual ou sangramento vaginal). A presença de Blumberg positivo sugere irritação peritoneal. A fisiopatologia varia conforme a causa, desde inflamação infecciosa (apendicite, DIP) até isquemia (torção de ovário) ou ruptura de estruturas (gravidez ectópica). A avaliação inicial deve incluir história detalhada (ciclo menstrual, uso de contraceptivos, vida sexual), exame físico completo (incluindo toque vaginal), exames laboratoriais (hemograma, PCR, beta-hCG, EAS) e exames de imagem (ultrassonografia pélvica e abdominal). O uso regular de anticoncepcional oral, como no caso, torna a gravidez ectópica menos provável, mas um teste de gravidez é mandatório. O tratamento é direcionado à causa subjacente, podendo variar de antibioticoterapia a intervenção cirúrgica de emergência.
Os principais diagnósticos incluem apendicite aguda, torção de ovário, doença inflamatória pélvica (DIP), gravidez ectópica, cisto ovariano roto, litíase ureteral e diverticulite (menos comum em jovens).
O uso regular e correto de anticoncepcional oral reduz significativamente o risco de gravidez. Portanto, em uma paciente que usa ACO de forma consistente, a probabilidade de gravidez (e, consequentemente, de gravidez ectópica) é menor, mas nunca deve ser completamente descartada sem um teste de gravidez negativo.
O sinal de Blumberg (dor à descompressão brusca) indica irritação peritoneal. É um achado importante que sugere um processo inflamatório ou infeccioso intra-abdominal, como apendicite, torção de ovário ou DIP, mas não é específico para uma única condição.
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