UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2019
Na prática diária, o conhecimento das manifestações clínicas e laboratoriais de doenças semelhantes é fundamental para o diagnóstico e tratamento corretos. Em relação à doença e sua sintomatologia, numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda. 1 - Artrite idiopática juvenil; 2 - Doença reumática; 3 - Lupus eritematoso sistêmico; 4 - Púrpura de Henoch-Schönlein; 5 - Doença de Kawasaki; ( ) Úlcera de mucosa, serosites, proteinúria, artrite, anemia hemolítica, anticorpo anti-Sm e antifosfolípide positivos. ( ) Febre por pelo menos 5 dias, conjuntivite asséptica bilateral, ressecamento nos lábios, alteração da mucosa oral, edemas nas mãos e pés e adenomegalia cervical. ( ) Febre alta diária intermitente por mais de 15 dias, exantema macular, atrito pericárdico, hepatoesplenomegalia, monoartrite após algumas semanas, fator reumatoide negativo. ( ) Artrite migratória, nódulos subcutâneos, cardite e movimentos involuntários. ( ) Artrite transitória, lesões micro-hemorrágicas palpáveis, geralmente nas nádegas e membros inferiores que aparecem em surtos, hematúria. Assinale a sequência correta.
Diferenciar doenças reumáticas pediátricas: LES (autoanticorpos, serosites), Kawasaki (febre, mucocutâneo), AIJ sistêmica (febre alta, exantema, FR-), DR (cardite, coreia), PHS (púrpura palpável, artrite, hematúria).
Esta questão exige o conhecimento das manifestações clínicas e laboratoriais chave para diferenciar importantes doenças reumáticas e autoimunes pediátricas. Cada condição possui um conjunto característico de sinais e sintomas que, quando agrupados, permitem o diagnóstico correto.
O conhecimento das manifestações clínicas e laboratoriais de doenças reumáticas e autoimunes pediátricas é fundamental para o diagnóstico e tratamento corretos, pois muitas delas compartilham sintomas inespecíficos, como febre e artrite. A Artrite Idiopática Juvenil (AIJ) sistêmica, por exemplo, é caracterizada por febre alta diária intermitente, exantema macular, hepatoesplenomegalia e serosites, com fator reumatoide negativo. A Doença de Kawasaki é uma vasculite aguda da infância que, se não tratada, pode levar a aneurismas de artérias coronárias. Seus critérios diagnósticos incluem febre prolongada e uma combinação de achados mucocutâneos, linfonodais e de extremidades. A Febre Reumática, por sua vez, é uma complicação pós-estreptocócica que afeta o coração, articulações, cérebro e pele, com a artrite migratória e a cardite sendo manifestações clássicas. O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune multissistêmica que pode afetar praticamente qualquer órgão, com úlceras de mucosa, serosites, proteinúria, artrite e anemia hemolítica sendo comuns, além da presença de autoanticorpos específicos. Já a Púrpura de Henoch-Schönlein (PHS) é uma vasculite que se manifesta com púrpura palpável, artrite, dor abdominal e envolvimento renal. A capacidade de diferenciar essas condições é crucial para o residente, pois o manejo e prognóstico são distintos para cada uma.
O LES em crianças pode apresentar úlceras de mucosa, serosites (pleurite, pericardite), proteinúria, artrite, anemia hemolítica e positividade para autoanticorpos como anti-Sm e antifosfolípide. É uma doença multissistêmica com grande variabilidade de apresentação.
O diagnóstico da Doença de Kawasaki é clínico, baseado na presença de febre por pelo menos 5 dias, associada a quatro dos cinco critérios principais: conjuntivite bilateral não exsudativa, alterações nos lábios e mucosa oral, alterações nas extremidades (edema, eritema), exantema polimorfo e adenomegalia cervical.
A Púrpura de Henoch-Schönlein (PHS) é uma vasculite de pequenos vasos caracterizada pela tétrade de púrpura palpável (geralmente em membros inferiores e nádegas), artrite transitória, dor abdominal e envolvimento renal (hematúria, proteinúria). As lesões cutâneas aparecem em surtos.
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