Doenças Pulmonares: Correlação Clínico-Radiológica

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2025

Enunciado

Correlacionar imagens tomográficas com quadro clínico.A. homem de meia idade, tabagista, dispneia progressiva aos esforços com meses de evolução, espirometria com vef1/cvf > 70, estertores predominando no final da inspiração ao exame físicoB. mulher de 67 anos de idade, tabagista, tosse crônica, dispneia aos esforços, policitemia no hemograma, tempo expiratório prolongado, ausculta pulmonar com murmúrios vesicular reduzidos globalmenteC. homem de 68 anos de idade, hipertenso mal‑controlado, cardiopata, piora de dispneia, edema de membros inferiores, ortopneia, ausculta abolida em bases e estertores em ápice pulmonarD. jovem de 27 anos de idade, com antecedente de hepatopatia em investigação, com relatos de dispneia durante os esforços físicos, ausculta com murmúrios vesiculares diminuído em bases pulmonares

Alternativas

  1. A) A‐4, B‐3, C‐1, D‐2
  2. B) A‐3, B‐2, C‐1, D‐4
  3. C) A‐3, B‐2, C‐4, D‐1
  4. D) A‐3, B‐1, C‐2, D‐4
  5. E) A‐4, B‐3, C‐2, D‐1

Pérola Clínica

Correlacionar clínica e imagem: FPI (restritiva, estertores), DPOC (obstrutiva, MV ↓), Derrame Pleural (IC/Hepatopatia, MV ↓).

Resumo-Chave

A correlação entre o quadro clínico, exames funcionais (espirometria) e achados de imagem (tomografia) é essencial para o diagnóstico diferencial das doenças pulmonares. A análise cuidadosa de cada sintoma e sinal direciona a hipótese diagnóstica.

Contexto Educacional

O diagnóstico das doenças pulmonares frequentemente exige uma abordagem integrada, combinando a história clínica detalhada, o exame físico, exames funcionais como a espirometria e estudos de imagem, como a tomografia computadorizada de tórax. A capacidade de correlacionar esses dados é uma habilidade fundamental para o residente. A questão apresenta cenários clínicos distintos que representam condições pulmonares comuns. O caso A sugere Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI), uma doença intersticial restritiva, caracterizada por dispneia progressiva e estertores crepitantes. O caso B descreve a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), com tosse crônica, dispneia e tempo expiratório prolongado, frequentemente associada ao tabagismo. O caso C aponta para um derrame pleural secundário à insuficiência cardíaca, com sinais de congestão sistêmica. Por fim, o caso D sugere um derrame pleural em contexto de hepatopatia, como na síndrome hepatopulmonar ou hidrotórax hepático. Para uma correta interpretação, é crucial que o residente saiba identificar os marcadores-chave em cada cenário: o padrão espirométrico (obstrutivo vs. restritivo), os achados da ausculta (estertores, murmúrios vesiculares reduzidos), e os sintomas sistêmicos (edema, policitemia, hepatopatia). Essa integração permite a formulação de hipóteses diagnósticas precisas e a solicitação de exames complementares adequados.

Perguntas Frequentes

Como a espirometria ajuda a diferenciar doenças pulmonares?

A espirometria diferencia padrões obstrutivos (VEF1/CVF reduzido) de restritivos (VEF1/CVF normal, CVF reduzida), sendo crucial para o diagnóstico de DPOC e doenças intersticiais como FPI.

Quais são os achados clínicos típicos da Fibrose Pulmonar Idiopática?

A FPI se manifesta com dispneia progressiva, tosse seca e estertores crepitantes finos (em velcro) predominando nas bases pulmonares, em um paciente geralmente tabagista e de meia-idade ou idoso.

Como diferenciar um derrame pleural por insuficiência cardíaca de um por hepatopatia?

O derrame por IC é tipicamente bilateral, associado a ortopneia, edema e outros sinais de congestão. O derrame por hepatopatia (hidrotórax hepático) é mais comum à direita, sem sinais de IC, e associado a ascite e doença hepática avançada.

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