Doenças Infecciosas: Diagnóstico Diferencial e Sinais Chave

SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2021

Enunciado

Em relação às doenças infecciosas, relacione a coluna I com a coluna II e assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA:COLUNA I:(A) Leishmaniose visceral(B) Malária(C) Doença de chagas(D) Hanseníase(E) Febre amarelaCOLUNA II:(  ) O aspirado de medula óssea mostra presença de forma amastigota do parasito. Nos exames complementares, o hemograma revela anemia, geralmente pouco expressiva, com hemoglobina acima de 9 g/dL. A combinação de manifestações clínicas e alterações laboratoriais, que melhor parece caracterizar a forma oligossintomática, é febre, hepatomegalia, hiperglobulinemia e velocidade de hemossedimentação alta.(  ) Em casos de transmissão vetorial, podem ocorrer sinais de porta de entrada: sinal de Romaña (edema bipalpebral unilateral) ou lesão a furúnculo que não supura.(  ) Doença crônica granulomatosa. Esse bacilo tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos (alta infectividade), no entanto poucos adoecem (baixa patogenicidade); essas propriedades dependem, além das características intrínsecas do bacilo, de sua relação com o hospedeiro e o grau de endemicidade do meio.(  ) O quadro típico tem evolução bifásica (período de infecção e de intoxicação), com início abrupto, febre alta e pulso lento em relação à temperatura (sinal de Faget), calafrios, cefaleia intensa, mialgias, prostração, náuseas e vômitos, durando cerca de 3 dias, após os quais se observa remissão da febre e melhora dos sintomas, o que pode durar algumas horas ou, no máximo, 2 dias. O caso pode evoluir para cura ou para a forma grave.(  ) Para diagnóstico da doença, a gota espessa é o método oficialmente adotado no Brasil para o diagnóstico. Mesmo após o avanço de técnicas diagnósticas, esse exame continua sendo um método simples, eficaz, de baixo custo, de fácil realização. Quando adequadamente realizada

Alternativas

  1. A) A – C – D – E – B.
  2. B) C – D – B – A – E.
  3. C) A – B – C – D – E.
  4. D) B – A – D – C – E.
  5. E) C – B – E – D – A.

Pérola Clínica

Leishmaniose visceral → amastigotas medula óssea; Chagas → sinal de Romaña; Febre Amarela → sinal de Faget; Malária → gota espessa.

Resumo-Chave

A questão aborda características clínicas e laboratoriais distintas de importantes doenças infecciosas endêmicas no Brasil. O conhecimento desses pontos-chave é fundamental para o diagnóstico diferencial e manejo adequado, especialmente em regiões de alta prevalência.

Contexto Educacional

As doenças infecciosas abordadas são de grande relevância epidemiológica no Brasil, exigindo do médico residente um conhecimento aprofundado de suas manifestações clínicas e métodos diagnósticos. A leishmaniose visceral, malária, doença de Chagas, hanseníase e febre amarela representam desafios diagnósticos e terapêuticos, sendo cruciais para a saúde pública. A identificação de sinais específicos como o sinal de Romaña na Doença de Chagas, a presença de amastigotas na medula óssea na leishmaniose visceral, ou o sinal de Faget na febre amarela, são pilares para o diagnóstico correto. A gota espessa para malária e a compreensão da baixa patogenicidade da hanseníase são exemplos de conhecimentos práticos e teóricos indispensáveis. O tratamento e o prognóstico dessas doenças variam amplamente, desde terapias antiparasitárias específicas até o manejo de complicações graves. O domínio desses conceitos não só prepara o residente para as provas, mas também para a prática clínica diária, permitindo intervenções rápidas e eficazes que podem salvar vidas e prevenir sequelas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais patognomônicos da Doença de Chagas na fase aguda?

O sinal de Romaña (edema bipalpebral unilateral) e o chagoma de inoculação são manifestações de porta de entrada na fase aguda da Doença de Chagas, indicando a infecção vetorial pelo Trypanosoma cruzi.

Qual o método diagnóstico padrão-ouro para Malária no Brasil?

A gota espessa é o método diagnóstico oficialmente adotado no Brasil para Malária, sendo eficaz, de baixo custo e fundamental para a identificação do parasito, diferenciação de espécies e quantificação da parasitemia.

Como diferenciar a febre amarela de outras arboviroses febris?

A febre amarela clássica pode apresentar evolução bifásica e o sinal de Faget (pulso lento em relação à temperatura), características que ajudam na diferenciação de outras arboviroses como dengue ou chikungunya, que geralmente cursam com taquicardia.

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