SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015
Homem de 74 anos vem à emergência com queixa de dispneia há 02 dias, hoje mesmo com repouso e piorando nas últimas horas. Traz medicaçãoes em uso: enalapril, metformina, digoxina, furosemida, formoterol / budesonida. Bastante dispneico e agitado, não fornecendo mais informações. Nos exames físicos e complementares, devemos identificar sinais para o diagnóstico de todas as doenças abaixo citadas, EXCETO:
Dispneia aguda em idoso com comorbidades → investigar causas graves e comuns (EAP, DPOC, SCA, TEP), Takotsubo é menos provável como diagnóstico inicial.
Em um paciente idoso com múltiplas comorbidades e dispneia aguda, as causas mais comuns e graves a serem investigadas são edema agudo de pulmão (IC descompensada), DPOC exacerbada, síndrome coronariana aguda e tromboembolismo pulmonar. A Síndrome de Takotsubo, embora possível, é um diagnóstico menos provável de ser o foco inicial da investigação em um cenário de emergência com dispneia grave e instabilidade, sendo geralmente um diagnóstico de exclusão ou secundário a estresse extremo.
A dispneia aguda em pacientes idosos é um sintoma comum e desafiador na emergência, frequentemente associada a múltiplas comorbidades. A avaliação deve ser rápida e sistemática para identificar condições de risco de vida. O histórico de medicações em uso, como enalapril, digoxina e furosemida, sugere insuficiência cardíaca, enquanto formoterol/budesonida indicam doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) ou asma, direcionando a investigação para edema agudo de pulmão (EAP) ou exacerbação de DPOC, respectivamente. O diagnóstico diferencial da dispneia aguda em idosos é amplo e inclui, além de EAP e DPOC exacerbada, a síndrome coronariana aguda (SCA) e o tromboembolismo pulmonar (TEP). A SCA pode se manifestar atipicamente em idosos, com dispneia como sintoma predominante. O TEP, por sua vez, deve ser sempre considerado em pacientes com fatores de risco, especialmente em quadros de dispneia súbita e hipoxemia. A Síndrome de Takotsubo, ou cardiomiopatia induzida por estresse, é uma condição que mimetiza a SCA, mas é menos provável como o primeiro diagnóstico a ser ativamente procurado em um cenário de emergência com instabilidade hemodinâmica, sendo muitas vezes um diagnóstico de exclusão. O manejo inicial envolve estabilização hemodinâmica e respiratória, seguido por exames complementares como eletrocardiograma, radiografia de tórax, gasometria arterial e biomarcadores cardíacos. A exclusão das causas mais graves e prevalentes é prioritária. O conhecimento aprofundado dessas condições e suas apresentações clínicas é fundamental para o residente, garantindo um diagnóstico e tratamento eficazes e salvando vidas.
As principais causas de dispneia aguda em idosos, especialmente com comorbidades como as do caso (cardiopatia, diabetes, DPOC), incluem edema agudo de pulmão (descompensação cardíaca), exacerbação de DPOC, síndrome coronariana aguda e tromboembolismo pulmonar. Estas devem ser rapidamente investigadas.
As medicações (enalapril, digoxina, furosemida) indicam insuficiência cardíaca e hipertensão, sugerindo edema agudo de pulmão. Formoterol/budesonida indicam DPOC ou asma, apontando para exacerbação. Metformina indica diabetes. Essas informações são cruciais para direcionar a investigação.
A Síndrome de Takotsubo, embora possa apresentar dispneia, é geralmente desencadeada por estresse físico ou emocional intenso e mimetiza uma SCA. No contexto de uma emergência com dispneia grave e instabilidade, as causas mais comuns e de risco iminente (EAP, DPOC, SCA, TEP) devem ser priorizadas na investigação inicial, tornando Takotsubo um diagnóstico menos provável a ser 'identificado' de imediato.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo