SMS Goiânia - Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (GO) — Prova 2020
O diagnóstico de Demência de Alzheimer pode não ser absolutamente fácil. É sempre necessário descartar a possibilidade de Pseudodemência e Demências secundárias. Para esses diagnósticos diferenciais, é necessário descartar, EXCETO:
Descartar causas reversíveis de demência: Depressão, Hipotireoidismo, Medicamentos (anticolinérgicos). Vitamina D não é causa primária.
Ao investigar demência, é crucial excluir causas reversíveis ou tratáveis, como depressão (pseudodemência), hipotireoidismo e efeitos adversos de medicamentos (especialmente anticolinérgicos), pois o tratamento dessas condições pode reverter ou melhorar significativamente o quadro cognitivo. A deficiência de vitamina D, embora associada a declínio cognitivo, não é considerada uma causa primária de demência reversível.
O diagnóstico de Demência de Alzheimer é complexo e de exclusão, exigindo uma investigação minuciosa para descartar outras condições que podem mimetizar ou contribuir para o declínio cognitivo. É fundamental diferenciar a demência primária de pseudodemências e demências secundárias, muitas das quais são reversíveis com tratamento adequado. Entre as causas reversíveis, a depressão (pseudodemência) é uma das mais importantes, pois seus sintomas cognitivos podem ser indistinguíveis da demência. Distúrbios endócrinos como o hipotireoidismo também podem causar lentidão mental, problemas de memória e confusão. Além disso, a polifarmácia e o uso de medicamentos com efeitos anticolinérgicos, comuns em idosos, são causas frequentes de comprometimento cognitivo que podem ser revertidas com a desprescrição ou ajuste da medicação. A deficiência de vitamina D, embora associada a um risco aumentado de declínio cognitivo e demência em estudos observacionais, não é considerada uma causa primária ou reversível de demência no mesmo patamar de outras condições. A abordagem diagnóstica deve incluir exames laboratoriais (hemograma, função tireoidiana, B12, eletrólitos, função renal e hepática) e avaliação neuropsicológica para uma diferenciação precisa e um plano de tratamento adequado.
As principais causas reversíveis incluem depressão (pseudodemência), hipotireoidismo, deficiências nutricionais (como B12), hidrocefalia de pressão normal, infecções (como sífilis ou HIV) e efeitos adversos de medicamentos.
Na pseudodemência depressiva, o paciente pode apresentar queixas cognitivas significativas, lentidão psicomotora, dificuldade de concentração e perda de interesse, que podem ser confundidas com demência. O tratamento da depressão geralmente reverte esses sintomas.
Fármacos com atividade anticolinérgica podem causar ou exacerbar déficits cognitivos, especialmente em idosos, mimetizando sintomas de demência. A revisão e ajuste da medicação podem levar à melhora do quadro.
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