HGNI - Hospital Geral de Nova Iguaçu (Hospital da Posse) (RJ) — Prova 2015
Uma mulher vai à Unidade de Saúde com queixa de corrimento genital. Sobre a avaliação clinicolaboratorial, assinale a alternativa INCORRETA.
Vaginose e Tricomoníase → pH vaginal > 4.5; pH não diferencia entre elas.
O pH vaginal é um critério importante para o diagnóstico de vaginose bacteriana e tricomoníase (ambas com pH > 4.5), mas não é um fator diferencial entre as duas, pois ambas elevam o pH. Para diferenciá-las, são necessários outros exames como o exame a fresco.
O corrimento genital é uma queixa comum na prática ginecológica, sendo essencial para o residente dominar a avaliação clinicolaboratorial. As principais causas infecciosas incluem vaginose bacteriana, candidíase vulvovaginal e tricomoníase, além das cervicites por clamídia e gonorreia. A correta identificação é fundamental para um tratamento eficaz e prevenção de complicações. A avaliação diagnóstica envolve anamnese detalhada, exame físico com inspeção do colo e vagina, e exames laboratoriais como o pH vaginal, teste do cheiro (whiff test) e exame a fresco. O pH vaginal é um indicador importante, mas não exclusivo: tanto a vaginose bacteriana quanto a tricomoníase cursam com pH > 4.5, enquanto a candidíase geralmente mantém o pH normal ou ácido. A visualização de um colo friável e sangrante com muco-pus sugere cervicite, que pode ser causada por clamídia ou gonorreia, exigindo investigação específica. O tratamento deve ser direcionado ao agente etiológico. Em casos de cervicite, o tratamento empírico para clamídia e gonorreia é frequentemente recomendado, especialmente se o parceiro apresentar sintomas. A compreensão desses fluxogramas e a correta interpretação dos achados laboratoriais são cruciais para a prática clínica e para as provas de residência.
O pH vaginal normal é ácido (3.8-4.5). Na vaginose bacteriana e tricomoníase, o pH é geralmente > 4.5. Na candidíase, o pH costuma ser normal ou ligeiramente ácido (< 4.5).
O exame a fresco permite a visualização direta de trofozoítos móveis da Trichomonas vaginalis, hifas ou pseudohifas de Candida spp., e células-chave (clue cells) na vaginose bacteriana, sendo crucial para a confirmação diagnóstica.
A solução de KOH 10% dissolve as células epiteliais e o muco, facilitando a visualização de elementos fúngicos (hifas e leveduras) em casos de candidíase, além de liberar aminas voláteis que causam o 'teste do cheiro' positivo na vaginose bacteriana e tricomoníase.
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