SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015
Paciente de 36 anos, virgem, com queixa de corrimento branco, prurido e ardor vulvar. Qual das condições abaixo NÃO faz parte do diagnóstico diferencial?
Paciente virgem com corrimento + prurido → ISTs (como clamídia) são improváveis.
Em uma paciente virgem com sintomas de corrimento, prurido e ardor, condições como vaginose bacteriana, candidíase, vaginose citolítica e vaginite atrófica (embora menos comum na idade) são diferenciais. Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como a vaginite clamidiana, são altamente improváveis.
O diagnóstico diferencial de corrimento vaginal é um desafio comum na prática ginecológica. Em pacientes virgens, a abordagem deve ser cuidadosa, pois a ausência de atividade sexual exclui a maioria das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) como causa primária, embora não totalmente (ex: transmissão vertical, abuso). A queixa de corrimento branco, prurido e ardor vulvar é clássica de vulvovaginite. As causas mais prováveis em uma paciente virgem incluem a candidíase vulvovaginal, caracterizada por corrimento branco, espesso, com prurido intenso e ardor. A vaginose bacteriana, embora mais comum em mulheres sexualmente ativas, pode ocorrer em virgens devido a desequilíbrios da microbiota vaginal. A vaginose citolítica, uma condição menos comum, é causada por um supercrescimento de lactobacilos, resultando em sintomas semelhantes à candidíase, mas com pH vaginal normal ou baixo. A vaginite atrófica, por sua vez, é mais comum em mulheres na pós-menopausa devido à deficiência de estrogênio, mas pode ocorrer em outras situações de hipoestrogenismo. A vaginite clamidiana, causada pela Chlamydia trachomatis, é uma IST. Portanto, em uma paciente virgem, sem histórico de contato sexual, este diagnóstico é altamente improvável e deve ser excluído do diferencial. A investigação deve focar em causas não-sexualmente transmissíveis e irritativas, com exame físico cuidadoso e, se necessário, exames laboratoriais como pH vaginal, teste de aminas e microscopia do corrimento.
Em pacientes virgens, as causas mais comuns de corrimento incluem candidíase vulvovaginal, vaginose bacteriana (embora menos frequente que em sexualmente ativas), vaginose citolítica e irritações por produtos químicos ou higiene inadequada.
A candidíase geralmente apresenta corrimento branco, espesso, tipo 'leite coalhado', com prurido intenso e ardor. A vaginose bacteriana cursa com corrimento acinzentado, homogêneo, com odor fétido ('cheiro de peixe'), especialmente após o coito ou menstruação, e pH vaginal elevado.
A vaginite clamidiana é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. Em uma paciente virgem, sem histórico de contato sexual, a transmissão é praticamente impossível, tornando este diagnóstico altamente improvável.
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