Diarreia por Clostridium difficile: Melhor Diagnóstico

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2015

Enunciado

No diagnóstico de diarréia aguda por Clostridium difficile, qual o melhor método diagnóstico?

Alternativas

  1. A) Coprocultura.
  2. B) Exame parasitológico de fezes.
  3. C) Pesquisa de toxinas A e B nas fezes.
  4. D) Colonoscopia.

Pérola Clínica

Diarreia por C. difficile → diagnóstico = pesquisa de toxinas A/B ou PCR nas fezes.

Resumo-Chave

O diagnóstico da diarreia por Clostridium difficile (DACD) não é feito por coprocultura geral, mas sim pela detecção das toxinas A e B produzidas pela bactéria nas fezes, ou por testes moleculares como PCR para o gene da toxina, que são mais sensíveis e específicos.

Contexto Educacional

A diarreia por Clostridium difficile (DACD) é uma infecção intestinal grave, frequentemente associada ao uso de antibióticos e hospitalização. É uma causa importante de morbidade e mortalidade, especialmente em idosos e imunocomprometidos. A identificação rápida e precisa é crucial para o tratamento adequado e controle da infecção. O diagnóstico da DACD baseia-se na detecção das toxinas A e B produzidas pela bactéria nas fezes. Métodos como imunoensaios para toxinas ou testes moleculares (PCR) para o gene da toxina são preferidos devido à sua alta sensibilidade e especificidade. A cultura de C. difficile, embora possa identificar a bactéria, não é suficiente para o diagnóstico, pois cepas não produtoras de toxinas podem estar presentes sem causar doença. O tratamento envolve a suspensão do antibiótico causador (se possível) e o uso de antibióticos específicos como vancomicina oral ou fidaxomicina. O prognóstico depende da gravidade da infecção e da prontidão do diagnóstico e tratamento. A prevenção da transmissão é fundamental em ambientes hospitalares.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais métodos para diagnosticar a diarreia por Clostridium difficile?

Os principais métodos incluem a pesquisa de toxinas A e B nas fezes (imunoensaios) e testes moleculares como PCR para o gene da toxina, que são mais sensíveis e específicos.

Por que a coprocultura não é o melhor método para diagnosticar Clostridium difficile?

A coprocultura isola a bactéria, mas não diferencia cepas produtoras de toxinas das não produtoras. A doença é causada pelas toxinas, não pela simples presença da bactéria.

Quando se deve suspeitar de diarreia por Clostridium difficile?

Deve-se suspeitar em pacientes com diarreia (≥3 evacuações não formadas em 24h) que tiveram uso recente de antibióticos, hospitalização ou estão em instituições de longa permanência.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo