FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2020
MLC, masculino, 56 anos, procura atendimento médico com queixa de astenia. Sabidamente hipertenso há 2 anos, faz uso de Enalapril e Hidroclorotiazida. Tem na história familiar mãe e irmão diabéticos e pai falecido por Cirrose Alcoólica. Ao exame físico, verifica-se: Peso=98kg; Altura=1,70m; Circunferência abdominal= 110cm. Pressão Arterial = 130/80 mmHg. Apresenta acantose nigricans em pescoço e axilas. Exames laboratoriais em jejum com Glicemia 140 mg/dL; Colesterol total= 257 mg/dL; Triglicerídeos= 285 mg/dL; Ureia = 30 mg/dL; Ácido Úrico 7,0 mg/d. Para confirmação de diagnóstico de Diabete melito tipo 2, o próximo exame mais indicado seria:
Glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL requer confirmação com nova dosagem para diagnóstico de DM2.
O diagnóstico de Diabetes Mellitus tipo 2 exige a confirmação de um resultado alterado em um segundo momento, seja por repetição da glicemia de jejum ou por outro teste diagnóstico como o teste oral de tolerância à glicose. Um único valor de glicemia de jejum de 140 mg/dL é sugestivo, mas não definitivo.
O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença metabólica crônica caracterizada por hiperglicemia resultante de defeitos na secreção de insulina, na ação da insulina ou em ambos. Sua prevalência tem aumentado globalmente, sendo um dos maiores desafios de saúde pública. O diagnóstico precoce é crucial para prevenir complicações micro e macrovasculares, que impactam significativamente a qualidade de vida e a morbimortalidade dos pacientes. A atenção aos fatores de risco e aos sintomas inespecíficos é fundamental na prática clínica. A fisiopatologia do DM2 envolve principalmente a resistência à insulina e a disfunção das células beta pancreáticas. O diagnóstico é laboratorial, baseado em critérios glicêmicos bem definidos. Diante de um resultado alterado, como uma glicemia de jejum de 140 mg/dL, é imperativo realizar um exame confirmatório. A repetição da glicemia de jejum é a opção mais simples e custo-efetiva, mas o teste oral de tolerância à glicose (TOTG) ou a dosagem de hemoglobina glicada (HbA1c) também podem ser utilizados para confirmação. O tratamento do DM2 visa o controle glicêmico e a prevenção de complicações. Inclui mudanças no estilo de vida (dieta e exercícios) e, frequentemente, farmacoterapia. A identificação de sinais como acantose nigricans, obesidade abdominal e dislipidemia deve levantar a suspeita de resistência à insulina e a necessidade de rastreamento para DM2, especialmente em pacientes com múltiplos fatores de risco. A abordagem multidisciplinar é essencial para o manejo eficaz da doença.
O diagnóstico de DM2 pode ser feito com glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL (confirmada), glicemia ≥ 200 mg/dL duas horas após TOTG com 75g de glicose, HbA1c ≥ 6,5% (confirmada) ou glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL em paciente com sintomas clássicos de hiperglicemia.
A repetição da glicemia de jejum é necessária para confirmar o diagnóstico e excluir possíveis erros laboratoriais, variações biológicas ou condições transitórias que possam elevar a glicose. A consistência dos resultados é fundamental para um diagnóstico preciso e início do tratamento adequado.
Os principais fatores de risco incluem obesidade (IMC ≥ 25 kg/m²), inatividade física, história familiar de DM, idade ≥ 45 anos, história de DM gestacional, hipertensão arterial, dislipidemia (HDL baixo, triglicerídeos altos) e acantose nigricans.
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